Saiba quais setores mais movimentam dinheiro na Zona Franca de Manaus

O polo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM) movimentou R$ 121,76 bilhões em faturamento nos primeiros seis meses de 2026, segundo dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Em dólar, o resultado alcançou US$ 23,53 bilhões entre janeiro e junho.
Mais do que o volume bilionário, os números revelam a forte concentração da atividade industrial do Amazonas em alguns segmentos. Quatro setores, Bens de Informática, Duas Rodas, Eletroeletrônico e Químico, responderam juntos por 68,55% de todo o faturamento do PIM no período.
O resultado mostra que, apesar da diversidade de produtos fabricados no polo, uma parcela expressiva da movimentação econômica continua concentrada em determinados setores.
Informática lidera faturamento do PIM
O segmento de Bens de Informática foi o principal responsável pelo faturamento do Polo Industrial de Manaus no primeiro semestre, com participação de 22,01%. Na sequência aparecem:
- Duas Rodas: 19,77%;
- Eletroeletrônico: 15,90%;
- Químico: 10,87%;
- Termoplástico: 10,49%;
- Metalúrgico: 8,78%;
- Mecânico: 6,33%.
Somados, os quatro primeiros segmentos representam mais de dois terços do faturamento do PIM. A concentração chama atenção porque evidencia o peso de cadeias industriais específicas para o desempenho econômico do polo. Bens de Informática e Duas Rodas, sozinhos, representam 41,78% do faturamento registrado até junho.
Bebidas lidera crescimento percentual
Embora não esteja entre os segmentos com maior participação no faturamento total, o setor de Bebidas apresentou o maior crescimento percentual no período, com avanço de 48,05% no primeiro semestre de 2026.
O desempenho mostra que participação no faturamento e ritmo de crescimento são indicadores diferentes: setores menores na composição geral do PIM podem apresentar expansão mais acelerada sem alterar imediatamente a estrutura predominante do polo.
O desempenho financeiro foi acompanhado por um elevado nível de geração de empregos. Entre janeiro e junho, o PIM registrou média mensal de 130.903 trabalhadores, número que reforça a importância do polo para a economia do Amazonas, especialmente para Manaus, onde está concentrada a maior parte das empresas instaladas no distrito industrial.
Motocicletas e celulares estão entre os principais produtos
Na produção física, as motocicletas, motonetas e ciclomotores ficaram entre os principais produtos fabricados no semestre, com 1.152.715 unidades. A produção de telefones celulares chegou a 6.226.893 unidades.
Outras linhas também apresentaram crescimento expressivo. A fabricação de home theaters alcançou 24.465 unidades, alta de 30,70%. Já a produção de lâminas e cartuchos chegou a 46.121.608 unidades, crescimento de 28%. Os microcomputadores desktop somaram 5.813 unidades, avanço de 19,73%.
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Apesar do faturamento bilionário, as exportações do PIM tiveram valor significativamente menor quando comparadas à movimentação total do polo. Entre janeiro e junho, as vendas externas somaram US$ 391,04 milhões. Apenas em junho, foram US$ 51,56 milhões em exportações.
Os números ajudam a dimensionar a característica do modelo industrial de Manaus, cuja produção está fortemente direcionada ao atendimento do mercado brasileiro.
Estrutura permanece concentrada
Na avaliação da Suframa, os resultados do primeiro semestre confirmam a manutenção do nível de produção do Polo Industrial de Manaus e seguem o padrão observado em períodos anteriores. A composição do faturamento também permanece concentrada nos segmentos tradicionalmente mais relevantes.
Bens de Informática, Duas Rodas, Eletroeletrônico e Químico continuam sendo os pilares do faturamento do PIM, enquanto setores como Bebidas apresentam taxas de crescimento capazes de alterar gradualmente a composição da indústria, mas ainda sem superar os segmentos líderes em participação.
Com R$ 121,76 bilhões movimentados em seis meses e mais de 130 mil empregos médios, o desempenho do PIM mantém o polo como um dos principais motores da economia do Amazonas. Ao mesmo tempo, a concentração de quase 69% do faturamento em apenas quatro segmentos evidencia a importância de acompanhar tanto a força dessas cadeias quanto a diversificação da atividade industrial instalada na Zona Franca de Manaus.





