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China retoma importação de frango do Rio Grande do Sul após um ano e meio de embargo

A ausência do mercado chinês impactou diretamente as exportações do estado
20/01/26 às 19:36h
China retoma importação de frango do Rio Grande do Sul após um ano e meio de embargo

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A China anunciou que vai retomar a importação de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul. A restrição estava em vigor há um ano e meio. A decisão foi comunicada pelas autoridades chinesas na sexta-feira (16/1) e confirmada nesta terça-feira (20/1) pelo Ministério da Agricultura e por entidades do setor.

O embargo havia sido imposto em julho de 2024, após a confirmação de um surto da Doença de Newcastle em uma granja comercial no município de Anta Gorda, no interior gaúcho. À época, o estado chegou a decretar emergência zoossanitária por cerca de três semanas.

A liberação foi oficializada por meio de um comunicado conjunto da Administração-Geral das Alfândegas da China e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, que revogou a medida anterior com base em nova avaliação de risco sanitário.

Além do episódio de Newcastle, o Rio Grande do Sul também enfrentou, em maio do ano passado, um caso de gripe aviária em uma granja de Montenegro. Um mês depois, o Brasil voltou a ser considerado livre da doença, após cumprir o período de 28 dias sem novos registros. Em novembro de 2025, a China já havia liberado a importação de frango de outros estados brasileiros, mantendo a restrição apenas ao território gaúcho.


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A ausência do mercado chinês impactou diretamente as exportações do estado. Em 2024, o embargo contribuiu para uma queda aproximada de 1% nos embarques de carne de frango do Rio Grande do Sul. Antes da suspensão, a China respondia por cerca de 6% das exportações gaúchas do produto, volume que foi parcialmente redirecionado a outros mercados.

Segundo o Ministério da Agricultura, a retomada das vendas foi possível após o Brasil comprovar a adoção de medidas eficazes de controle e erradicação da doença, em conformidade com os protocolos internacionais de saúde animal.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avaliou que a decisão representa um avanço importante para a normalização do comércio. A entidade destacou que a reabertura reforça a confiança no sistema sanitário brasileiro e no modelo de resposta adotado pelo país.

De acordo com a ABPA, as negociações envolveram diálogo contínuo com as autoridades chinesas, com envio de informações técnicas detalhadas sobre as ações sanitárias adotadas. A expectativa do setor é de que os embarques sejam retomados de forma gradual, à medida que os sistemas de habilitação e os certificados sanitários sejam atualizados. A China é considerada um mercado estratégico para o frango brasileiro e peça-chave no equilíbrio do comércio global de proteína animal.

*Com informações da Agência Brasil