Falta de planejamento patrimonial pode gerar perdas, alerta especialista

Organizar as finanças vai muito além de saber quanto se ganha ou se gasta. Quem não acompanha de perto a gestão dos próprios bens pode estar acumulando perdas sem perceber. O assunto foi abordado pelo sócio-diretor da Century MFO, Léo Cunha, durante participação no programa Conexão Onda, nesta quinta-feira (27).
Durante a conversa, ele destacou a importância do planejamento patrimonial como ferramenta essencial para organizar investimentos, reduzir riscos e garantir tranquilidade no futuro.
Erros comuns no planejamento patrimonial
Segundo Léo Cunha, o maior erro de quem já construiu um patrimônio é a falta de organização. Ele citou o exemplo de um médico que não tinha tempo para acompanhar seus investimentos e imóveis. Ao fazer um levantamento completo, descobriu que três imóveis estavam com aluguéis defasados desde 2017, além de uma carteira de investimentos cheia de ativos repetitivos e sem correlação com seu perfil.
O planejamento patrimonial, nesse caso, permitiu adequar os investimentos aos objetivos do cliente e corrigir distorções que vinham gerando perdas silenciosas. Léo também destacou que muitas pessoas confiam em gerentes de banco ou assessores que, muitas vezes, defendem os interesses das instituições financeiras, e não os do cliente.
Outro ponto levantado foi a necessidade de separar as finanças pessoais das empresariais. Ele explicou que a mistura entre os dois pode distorcer os resultados da empresa e dificultar o controle do orçamento familiar.
Além disso, o planejamento patrimonial deve começar o quanto antes, preferencialmente desde o início da vida profissional, para que, na hora de parar de trabalhar, a pessoa já esteja estruturada. O especialista ressaltou que é preciso olhar para o patrimônio como um todo, incluindo imóveis, aplicações financeiras e planos de previdência, sem deixar de lado a diversificação dos ativos.
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Family office e sucessão patrimonial
Léo Cunha explicou que o family office, modelo que surgiu com a família Rockefeller no século XIX, tem como principal objetivo reduzir a mortalidade do patrimônio familiar. Antes restrito a bilionários, hoje já é acessível a quem tem patrimônio a partir de 5 milhões de reais.
A ideia é oferecer uma visão 360 graus das finanças, atuando na organização, preservação e evolução do patrimônio pessoal e familiar. A Century MFO, segundo o entrevistado, é a única consultoria de investimentos com registro na CVM no Amazonas, o que garante independência na defesa dos interesses do cliente.
A sucessão patrimonial também foi abordada como ponto crítico. Muitas famílias perdem todo o patrimônio construído ao longo de gerações por falta de planejamento sucessório. Léo alertou que, sem um planejamento claro, os herdeiros podem acabar vendendo bens a preço de banana para pagar impostos ou custos judiciais, além de se envolverem em longas disputas na Justiça.
Por isso, organizar a sucessão com antecedência é fundamental para evitar conflitos e garantir que o patrimônio seja preservado conforme a vontade da família.
Primeiros passos
Para quem quer dar o primeiro passo, a recomendação do especialista é simples: levantar todos os ativos e avaliar se está sendo feita uma gestão eficiente. Caso contrário, buscar ajuda profissional é o caminho mais seguro. O planejamento patrimonial não é apenas para grandes fortunas, mas para qualquer pessoa que deseje organizar suas finanças, proteger o futuro e garantir que sua família esteja amparada.
Para mais informações sobre planejamento patrimonial e os serviços abordados pelo sócio-diretor da Century MFO, Léo Cunha, os interessados podem acompanhar os perfis @alexleocunha e @century.mfo no Instagram ou entrar em contato pelo telefone (92) 99358-4802.





