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“A pior dor do mundo”: entenda a condição neurológica enfrentada por Lívia Andrade

mbora não seja uma doença fatal, a condição pode afetar profundamente a qualidade de vida
08/03/26 às 15:04h
“A pior dor do mundo”: entenda a condição neurológica enfrentada por Lívia Andrade

(Foto: reprodução)

A nevralgia do trigêmeo (ou neuralgia do trigêmeo) uma condição neurológica conhecida por causar uma intensa dor no rosto, ficou em evidência depois que a apresentadora Lívia Andrade relatar que foi diagnosticada com a enfermidade, relatando nas redes sociais que convive com “a pior dor do mundo”.

Segundo o relato da apresentadora, os primeiros sintomas foram confundidos com dor de dente. Após exames, como radiografias, foi descartado um problema odontológico e confirmado que se tratava de uma alteração neurológica. Embora não seja uma doença fatal, a condição pode afetar profundamente a qualidade de vida e levar pacientes ao isolamento social ou até à depressão devido ao medo constante de novas crises.

A nevralgia do trigêmeo ocorre quando há irritação ou compressão do Nervo trigêmeo, o quinto par de nervos cranianos e também o maior deles. Esse nervo é responsável pela sensibilidade da maior parte do rosto, incluindo testa, bochechas e mandíbula, e também participa do controle dos músculos usados na mastigação.

(Foto: reprodução)

Quando o nervo é afetado, estímulos simples podem ser interpretados pelo cérebro como dor intensa. Pacientes descrevem a sensação como um choque elétrico, uma facada ou um disparo repentino em um dos lados da face. As crises costumam durar de alguns segundos a poucos minutos e geralmente atingem apenas um lado do rosto.

Diversas situações do dia a dia podem desencadear os episódios dolorosos. Entre os gatilhos mais comuns estão lavar o rosto, passar maquiagem, escovar os dentes, mastigar alimentos, beber líquidos muito quentes ou gelados, falar, sorrir e até sentir o vento no rosto.


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Por causa dos sintomas, muitos pacientes inicialmente acreditam que o problema está nos dentes. Em alguns casos, pessoas chegam a realizar procedimentos odontológicos ou até extrações antes de receber o diagnóstico correto.

Na maioria das vezes, a causa está relacionada ao contato de um vaso sanguíneo com o nervo, o que provoca desgaste da camada de proteção chamada mielina. Sem essa proteção, o nervo passa a transmitir sinais de dor de forma desordenada. Outras causas menos comuns incluem Esclerose múltipla, tumores que pressionam o nervo ou mudanças naturais no cérebro associadas ao envelhecimento.

O tratamento costuma começar com medicamentos específicos, geralmente anticonvulsivantes, que ajudam a bloquear os sinais de dor enviados pelo nervo. Analgésicos comuns, como os usados para dor de cabeça, normalmente não apresentam efeito nesse tipo de problema.

Quando os medicamentos deixam de funcionar ou provocam efeitos colaterais importantes, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão a descompressão microvascular, que afasta o vaso sanguíneo do nervo, e técnicas minimamente invasivas feitas com agulhas, como compressão por balão ou radiofrequência, que reduzem a sensibilidade da área afetada.

*Com informações da Band.