IBGE: setor de serviços cresce e acumulam cinco anos de resultados positivos

Foto: TV Brasil/Divulgação
O setor de serviços encerrou 2025 com crescimento de 2,8%, marcando o quinto ano seguido de expansão, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada na quinta-feira (12/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta no acumulado do ano, houve recuo de 0,4% na passagem de novembro para dezembro.
Com o resultado, o volume de serviços ficou 0,4% abaixo do pico da série histórica, registrado em novembro de 2025, e 19,6% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.
A média móvel trimestral, indicador que sinaliza a tendência de curto prazo ficou estável (0%) no trimestre encerrado em dezembro, indicando acomodação após meses de crescimento.
Desempenho ao longo do ano
Em 2025, apenas janeiro (-0,3%) e dezembro apresentaram retração frente ao mês anterior. No acumulado dos últimos cinco anos, o setor avançou 31%, após o tombo de 7,8% em 2020, impactado pelas restrições da pandemia de covid-19.
Confira o desempenho anual recente do setor:
2020: -7,8%
2021: +10,9%
2022: +8,3%
2023: +2,9%
2024: +3,1%
2025: +2,8%
Entre os segmentos com maior crescimento no período de cinco anos destacam-se tecnologia da informação (+84,4%), serviços técnico-profissionais (+59,8%) e transporte terrestre (+43,5%).
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Destaques de 2025
Das cinco grandes atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro registraram alta no ano:
Informação e comunicação: +5,5%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: +2,6%
Transportes, serviços auxiliares e correio: +2,3%
Outros serviços: -0,5%
Mais da metade (53,6%) dos 166 tipos de serviços investigados encerraram 2025 com crescimento. Entre as principais influências positivas estão portais e provedores de conteúdo na internet, transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de cargas, publicidade e desenvolvimento de softwares.
Para o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, a queda registrada em dezembro não indica, necessariamente, reversão de tendência. “Não dá para inferir que há inversão de trajetória. Temos os serviços operando em grande força”, afirmou, em nota divulgada pelo IBGE.
*Com informações da Agência Brasil.





