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Mpox exige atenção, mas não se transmite como a Covid-19; entenda

Especialistas desmentem equívocos e reforçam dados oficiais para evitar pânico e reforçar prevenção
06/03/26 às 15:37h
Mpox exige atenção, mas não se transmite como a Covid-19; entenda

Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A Mpox, doença viral antes conhecida como varíola dos macacos, continua sendo tema de atenção das autoridades de saúde, embora não seja transmitida da mesma forma que a Covid-19.

Causada pelo vírus monkeypox (MPXV), um ortopoxvírus similar ao da varíola, a doença se espalha principalmente por contato próximo com lesões, secreções respiratórias ou objetos contaminados, e não por simples gotículas no ar como no caso da Covid.

O período de incubação pode variar de 5 a 21 dias e os sintomas geralmente incluem febre, dor de cabeça, inchaço dos gânglios, cansaço e erupções cutâneas que evoluem para bolhas e crostas, que podem surgir em várias partes do corpo, incluindo face, mãos, pés e genitais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a transmissão requer contato pessoal prolongado e próximo, o que coloca em maior risco profissionais de saúde, familiares e contatos íntimos. A transmissão também pode ocorrer de mãe para filho durante a gravidez ou no parto. No entanto, alguns mitos sobre a doença precisam ser esclarecidos.

  • Não é transmitida da mesma forma que a Covid-19. A Mpox precisa de contato direto e prolongado, ao contrário do SARS-CoV-2, que se espalha facilmente por partículas no ar.
  • Não afeta apenas homens homossexuais e bissexuais. Qualquer pessoa pode contrair a doença, independentemente de gênero ou orientação sexual.
  • Macacos não são a principal fonte de transmissão nos surtos atuais. O nome histórico da doença decorre da primeira identificação do vírus, mas roedores e outros animais silvestres são considerados reservatórios naturais.
  • Vacinação não é recomendada para toda a população. A OMS orienta imunizar grupos prioritários, como profissionais de saúde em risco e contatos próximos de casos confirmados.

Por sua vez, alguns fatos sobre a doença já foram confirmados:

  • A Mpox já foi detectada em dezenas de países, inclusive no Brasil, e causou surtos fora das áreas onde era endêmica na África.
  • A maioria dos sintomas tende a desaparecer espontaneamente em casos leves ou moderados, com tratamento focado no controle dos sintomas e prevenção de complicações, porém não há um antiviral específico aprovado pela OMS para a infecção.
  • Autoridades de saúde mantêm vigilância ativa e reforçam a importância de medidas preventivas e de comunicação clara para evitar a desinformação e reduzir riscos entre a população.

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Notificação obrigatória

Conforme protocolo do Ministério da Saúde, casos devem ser comunicados em até 24 horas pelo e-SUS; diagnóstico é laboratorial e isolamento é recomendado até cicatrização total das lesões.

De acordo com a pasta, o período de incubação, intervalo entre a infecção e o início dos sintomas, varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Após o surgimento das lesões e a queda completa das crostas, quando uma nova camada de pele é formada, a pessoa deixa de transmitir o vírus.

Sintomas

Os principais sintomas incluem febre e erupções cutâneas, que geralmente aparecem entre um e três dias após o início do quadro febril, mas podem surgir antes. As lesões podem ser planas ou elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, evoluindo para crostas. Elas costumam se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem atingir boca, olhos, órgãos genitais e região anal. O número de lesões varia de poucas unidades a milhares.

O diagnóstico é realizado por exame laboratorial, com teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são coletadas, preferencialmente, da secreção das lesões ou das crostas, quando já estão secas, e encaminhadas a laboratórios de referência.

Transmissão

Segundo o Ministério, a principal forma de transmissão ocorre por contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções respiratórias de pessoa infectada, além do contato com objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios. A transmissão por gotículas exige contato próximo e prolongado, aumentando o risco para profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos.

A orientação oficial é evitar contato com casos suspeitos ou confirmados e adotar medidas de proteção, como uso de luvas, máscaras e higienização frequente das mãos. Pessoas infectadas devem cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos pessoais até o fim do período de transmissibilidade.

Tratamento

Atualmente, o tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. No entanto, não há medicamento específico aprovado para mpox.

A vacinação no Brasil é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de evolução para formas graves da doença, conforme critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Amazonas

No Amazonas, até 25 de fevereiro, o painel epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas registrava 87 casos confirmados, 340 notificações e um óbito por mpox.

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