“Se tivesse morrido, tudo bem”, diz mulher atingida por raio em ato de Nikolas Ferreira

Lúcia e Maria, amigas atingidas por raio em manifestação em Brasília (Foto: Reprodução/Instagram).
A paulista Lúcia Helena Canhada Lopes, 68, falou à imprensa sobre sua participação na manifestação política organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em Brasília no último fim de semana. Ela e sua amiga Maria Eli Silva, 58, foram vítimas do raio que atingiu manifestantes durante o evento.
Lúcia recebeu atendimento médico e já foi liberada sem maiores complicações. Maria, no entanto, segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospital de Brasília.
Ao portal Metrópoles, Lúcia declarou:
“Não tenho arrependimento, de maneira alguma. Participei de uma luta por Justiça. Mesmo que nós tivéssemos morrido, estava tudo bem. Foi uma coisa da natureza, acontece. Deus nos protegeu e ninguém morreu. Eu e Maria conversamos agora há pouco sobre isso. Ela está muito tranquila. Nossa família ficou muito orgulhosa de nós”.
Segundo Lúcia, o quadro da amiga é estável. Havia expectativa de alta na quarta-feira (28/1), mas os médicos optaram por manter Maria na UTI enquanto realizam mais alguns exames.
Lúcia disse estar recebendo muito apoio de políticos e citou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que entrou em contato com ela.
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Lúcia e Maria se conhecem há mais de 40 anos. Acostumadas a viajar juntas, as amigas decidiram sair de São Paulo para Brasília após verem um vídeo do deputado convocando para a manifestação.
“No dia 21/01 ela mandou um vídeo do Nikolas e disse: estou morrendo de vontade de estar lá dia 25. Eu, muito maluquinha, disse: ‘vamos’. Mas passe em casa antes e pegue a chave com a vizinha para pegar as roupas e bandeiras”, contou.
As duas estavam ao lado do guindaste que foi atingido pelo raio.
“Eu caí, ouvi um estrondo absurdo achando que era atentado. Quando acordei, alguém me levantou e vi minha amiga sendo levada para debaixo da tenta azul. Tive a impressão que iria perdê-la de vista, foi horrível. Logo um bombeiro veio e a colocou nas costas e fomos para outra tenda, e daí para o [hospital] HRAN. Eu achei que ela tinha morrido, demorou um tempo para voltar, não conseguia falar e vomitava muito”, escreveu.
Lúcia precisou de atendimento médico por causa de uma hemorragia no tímpano. Agora, ela espera alta da amiga para voltarem a SP.
Segundo Corpo de Bombeiros do DF, 89 pessoas foram atendidas na Praça do Cruzeiro durante o ato encabeçado por Nikolas, por causa do fenômeno. Apenas Maria segue internada.
*Com informações de Metrópoles






