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Morte de professora mobiliza OAB, MP e universidades em Rondônia

Crime registrado como feminicídio choca comunidade acadêmica e leva à prisão preventiva do suspeito
08/02/26 às 16:31h
Morte de professora mobiliza OAB, MP e universidades em Rondônia

Foto: Reprodução

A morte da professora e escrivã da Polícia Civil Juliana Santiago, de 41 anos, provocou forte comoção e uma série de manifestações de repúdio por parte de autoridades, instituições e da comunidade acadêmica. Juliana lecionava Direito Penal no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) e foi morta na última sexta-feira (6/2), dentro da Faculdade Metropolitana, em Porto Velho, Rondônia.

Nas redes sociais, alunos e ex-alunos prestaram homenagens à docente. Uma das alunas destacou o impacto humano e profissional deixado por Juliana, descrevendo-a como “inspiradora” e dona de um “amor genuíno pelo que fazia”.

“Ela me disse coisas tão lindas que levarei para sempre comigo. Obrigada pela honra de ter sido minha professora. Que Deus te receba de braços abertos”, escreveu. Em outra publicação, a estudante ressaltou que a professora será sempre lembrada como uma pessoa “carinhosa, atenciosa e um ser humano incrível”.

O autor do ataque foi identificado como João Júnior, aluno do curso de Direito. De acordo com a Polícia Civil, as investigações já estão em andamento para apurar as circunstâncias e responsabilidades do crime.

Diante do caso, diversas autoridades se pronunciaram. Em nota, o deputado estadual Edevaldo Neves repudiou a violência em ambientes educacionais e cobrou rigor na apuração.

“Reafirmo meu repúdio absoluto a qualquer forma de violência e cobro das autoridades competentes uma investigação rigorosa”, declarou.


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O Ministério Público de Rondônia também se manifestou, lamentando a morte da servidora pública e assegurando que acompanhará de perto a investigação.

“Que a memória de Juliana seja honrada com justiça para todas”, afirmou o órgão em nota oficial.

O Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) repudiou a atitude do aluno envolvido no crime e informou que está prestando toda a assistência necessária à comunidade acadêmica, além de colaborar com as autoridades. A instituição decretou três dias de luto acadêmico.

“A instituição reafirma seu repúdio absoluto a este crime e informa que as providências já estão sendo adotadas”, diz o comunicado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também lamentou a morte da professora. Em nota, o Conselho Federal da entidade afirmou que o falecimento de Juliana “causa consternação e mobiliza a advocacia brasileira”, destacando sua trajetória profissional. A OAB se solidarizou com familiares, amigos, colegas de profissão, alunos e com a comunidade acadêmica. A OAB Rondônia igualmente manifestou pesar e prestou condolências.

*Com informações da Band.