Morte em piscina: sócio de academia teria dito “paciência” ao saber de intoxicação, diz manobrista

Piscina da academia C4 GYM no parque São Lucas (Foto: CNN Brasil).
Depoimentos prestados à Polícia Civil de São Paulo apontam versões conflitantes entre os sócios da academia C4 GYM e o manobrista do local, onde ocorreu uma morte no último fim de semana, e a intoxicação de vários alunos após serem expostos a produto químico na piscina da academia. Os sócios foram identificados como Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração.
O manobrista também era responsável por preparar o cloro usado para limpeza da piscina. Ele foi filmado preparando o produto. Um dos sócios afirmou que o procedimento não faz parte da rotina da academia e afirmou estar em desacordo com as práticas recomendadas para o tratamento da água.
Segundo um dos sócios, no sábado (7) em que ocorreu a intoxicação, o manobrista teria adotado um procedimento diferente do normal. O dono da academia afirma que viu através das câmeras de segurança que o manobrista, durante o preparo da solução, estava chacoalhando o balde com cloro em pó de um lado para o outro, fazendo com que saísse uma “névoa de pó de cloro” de dentro do recipiente. Em seguida, ele buscou outro recipiente com cloro diluído. Para o sócio, não faz sentido a ação do manobrista, uma vez que era desnecessário agitar o balde com o produto químico puro.
Ele também relatou que a academia fornece equipamentos de proteção individual aos funcionários, mas disse não saber por que o manobrista não os utilizava naquele momento.
Outro sócio também declarou que só soube da gravidade do caso horas depois, ao ser informado de que a aluna tinha morrido.
Leia mais:
Morte em piscina de academia: veja momento em que homem manipula cloro usado na água
Polícia pede prisão de donos de academia após morte de mulher em aula de natação
Por sua vez, o manobrista declarou em seu depoimento que o dono do estabelecimento disse apenas “paciência” ao ser avisado sobre os alunos terem passado mal.
Ele também afirmou que tentou contato com o gerente pelo menos três vezes ao constatar que os presentes na piscina estariam em perigo após usarem a piscina. Porém, não obteve sucesso.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga a morte de Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, que faleceu após passar mal durante aula de natação em uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste da capital. Outras cinco pessoas foram hospitalizadas, incluindo o marido de Juliana.
De acordo com as investigações, o cloro colocado na água da piscina estaria misturado a um produto ainda não identificado, o que pode ter provocado uma intoxicação.
Os três sócios da academia foram indiciados pela polícia e tiveram suas prisões pedidas pelo delegado que apura o caso. A Justiça analisa os pedidos de prisão.
*Com informações de CNN Brasil






