Especialistas alertam o Senado para os riscos do El Niño na Amazônia

Especialistas e representantes do governo federal alertaram, durante debate no Senado nesta quinta-feira (28), que o Brasil precisa se preparar para um possível El Niño forte ou até “muito forte” ainda em 2026, cenário que pode provocar seca severa na Amazônia, aumento das queimadas e impactos históricos nos rios da região.
Segundo pesquisadores, há 98% de probabilidade de o fenômeno climático ganhar força entre outubro e dezembro. O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e costuma alterar drasticamente o clima global.
Na Amazônia, os efeitos mais preocupantes incluem estiagem prolongada, dificuldade no abastecimento de comunidades ribeirinhas, fumaça intensa causada por incêndios florestais e prejuízos ambientais e econômicos.
A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Regina Célia dos Santos, afirmou que o governo monitora o cenário e já avalia os possíveis impactos nas diferentes regiões do país.
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O climatologista Carlos Nobre reforçou que o aquecimento global aumenta ainda mais a gravidade dos fenômenos climáticos extremos.
“O planeta está mais quente e isso faz os eventos climáticos baterem recordes”, alertou.
Parlamentares cobraram medidas preventivas urgentes e defenderam ações concretas para evitar uma repetição das crises ambientais que atingiram a Amazônia nos últimos anos.





