Governo federal anuncia R$ 1,3 bi para enfrentar impactos do Super El Niño

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (29/7) um plano nacional de preparação para reduzir os impactos do Super El Niño, fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. A iniciativa prevê R$ 1,335 bilhão em investimentos destinados à prevenção e à resposta a eventos climáticos extremos em todo o país.
O anúncio foi feito durante reunião ministerial, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo está atuando de forma antecipada para minimizar os efeitos do fenômeno, que pode provocar secas severas, enchentes e aumento das queimadas em diferentes regiões do Brasil.
Segundo o governo, o plano foi elaborado com base em estudos técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), da Defesa Civil Nacional e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os levantamentos identificaram as áreas com maior risco e orientarão ações em conjunto com estados e municípios.
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Recursos para prevenção e assistência
Do total previsto, R$ 998 milhões serão destinados a ações de segurança alimentar, saúde pública e monitoramento hidrológico.
O plano também reserva:
- R$ 25 milhões para reforçar o monitoramento dos rios;
- R$ 65 milhões para a distribuição de 350 mil cestas básicas a comunidades tradicionais, pescadores artesanais e agricultores familiares;
- R$ 13 milhões para fortalecer o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na Região Norte.
Além disso, os recursos contemplam medidas de fiscalização ambiental, combate a incêndios florestais e ações voltadas ao abastecimento alimentar das populações mais vulneráveis.
Amazonas deve enfrentar seca e risco de queimadas
As projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que os impactos do Super El Niño deverão variar entre as regiões brasileiras.
Na Região Norte, onde está o Amazonas, a previsão é de seca prolongada, redução dos níveis dos rios e aumento do risco de queimadas, cenário semelhante ao observado durante a estiagem histórica registrada em 2024.
Já a Região Sul poderá enfrentar chuvas acima da média e maior risco de enchentes. No Sudeste e no Centro-Oeste, a expectativa é de temperaturas elevadas e ondas de calor mais intensas, enquanto o Nordeste também poderá sofrer com períodos prolongados de estiagem.
O governo federal informou que o objetivo do plano é reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais do fenômeno por meio de ações preventivas, assistência às populações afetadas e fortalecimento do monitoramento climático em todo o país.





