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Açaí pode ajudar na memória e na longevidade, aponta livro sobre dieta amazônica

De acordo com a obra, o açaí é rico em antocianinas, substâncias responsáveis pela coloração roxa do fruto e reconhecidas por sua forte ação antioxidante
01/02/26 às 15:00h
Açaí pode ajudar na memória e na longevidade, aponta livro sobre dieta amazônica

Foto: David Alves/Agência Pará

Conhecido principalmente como um alimento energético, o açaí pode oferecer benefícios que vão além da disposição física. Segundo o livro Dieta Amazônica, de Euler Ribeiro e Ivana Cruz, o fruto típico da região Norte apresenta compostos bioativos associados à proteção do cérebro, à memória e até à longevidade.

De acordo com a obra, o açaí é rico em antocianinas, substâncias responsáveis pela coloração roxa do fruto e reconhecidas por sua forte ação antioxidante. Esses compostos ajudam a combater o estresse oxidativo, processo ligado ao envelhecimento celular e ao declínio das funções cognitivas.

“Estudos científicos mostram que o açaí apresenta propriedades importantes na saúde, incluindo ação anticâncer, cardioprotetora, efeito na modulação da síndrome metabólica, como desintoxicante e no controle da dor. O açaí também parece ter ação positiva sobre a longevidade porque modela genes que aumentam o tempo de vida das moscas e que também são encontrados nos seres humanos”

Benefícios para o cérebro

Estudos científicos citados no livro indicam que o açaí pode ter efeito neuroprotetor, ajudando a reduzir danos ao sistema nervoso. Pesquisas experimentais mostram que os compostos do fruto conseguem atenuar a neurotoxicidade causada por agentes nocivos, o que sugere uma possível contribuição para a preservação da memória e das funções cerebrais.

Além disso, a ação antioxidante e anti-inflamatória do açaí está associada à redução de inflamações no organismo, fator frequentemente relacionado a doenças neurológicas e ao envelhecimento precoce do cérebro.


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Relação com a longevidade

O livro também aponta que o consumo de açaí pode estar ligado à longevidade. Pesquisas experimentais destacam que o fruto tem potencial para modular genes relacionados ao envelhecimento, mecanismo observado inclusive em estudos com moscas, modelo científico utilizado para análise da expectativa de vida.

Os resultados indicam que o açaí contribui para reduzir o estresse oxidativo, mesmo em dietas ricas em gordura, ajudando a proteger as células e a retardar processos associados ao envelhecimento. Consumido há gerações por populações ribeirinhas da Amazônia, o açaí sempre foi visto como um alimento funcional. Agora, a ciência começa a confirmar esse conhecimento tradicional, apontando que o fruto pode trazer benefícios não apenas energéticos, mas também para a saúde do cérebro e para o envelhecimento saudável.