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Manifestantes se reúnem na Ponta Negra para pedir justiça pelo cão “Orelha” em Manaus

Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e acabou submetido à eutanásia para cessar o sofrimento
01/02/26 às 12:22h
Manifestantes se reúnem na Ponta Negra para pedir justiça pelo cão “Orelha” em Manaus

(Foto: reprodução)

Protetores de animais, tutores e ativistas se reuniram no Anfiteatro da Ponta Negra, em Manaus, neste domingo (1º/2), para protestar e cobrar justiça pelo cachorro Orelha, que foi agredido e torturado por um grupo de adolescentes, em Florianópolis, resultando na sua morte.

A manifestação também denuncia a recorrência de episódios de maus-tratos contra animais, além de defender punição aos responsáveis e o fortalecimento da legislação de proteção animal.

A mobilização também ganhou repercussão nas redes sociais. No X (antigo Twitter), usuários passaram a divulgar uma campanha que pede a federalização da investigação, e o tema chegou a figurar entre os 20 assuntos mais comentados da plataforma.

(Foto: reprodução/Joanadarcam)

Além da capital amazonense, atos estão previstos em outras cidades do país. Em São Paulo, a manifestantes também lotaram a avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração está marcada para o mesmo dia, às 16h, no Posto 2 de Copacabana. Em Brasília, o protesto aconteceu neste sábado (31/01), às 16h, ao lado do ParkDog da CLSW, na região sudoeste, sob o nome “Cãominhada da Justiça”.

O caso que originou os protestos envolve o cachorro Orelha, animal comunitário conhecido na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo as investigações, o cão, de aproximadamente 10 anos, foi agredido no dia 4 de janeiro e acabou submetido à eutanásia para cessar o sofrimento. A Polícia Civil aponta quatro adolescentes como principais suspeitos. Além do crime de maus-tratos, há indícios de outros delitos, como danos ao patrimônio e crimes contra a honra.


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(Foto: Reprodução@joanadarcam)

Em Manaus, organizadores dos atos também lembraram episódios recentes de violência contra animais registrados na cidade, incluindo casos envolvendo adolescentes e ataques a animais comunitários, o que intensificou a mobilização local.

No Brasil, os maus-tratos a animais abrangem práticas como abandono, agressões, mutilações, envenenamento, falta de alimentação, abrigo e atendimento veterinário, além de exploração em atividades que causem sofrimento. O crime é previsto na Lei nº 9.605/1998 e teve as penas endurecidas pela Lei nº 14.064/2020, que estabelece reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda do animal em casos envolvendo cães e gatos.