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Mercado de canetas emagrecedoras deve crescer com fim da exclusividade de patente

Apenas em 2025, as chamadas “canetas emagrecedoras” movimentaram cerca de R$ 10 bilhões no Brasil, com previsão de alcançar R$ 15,6 bilhões em 2026
18/03/26 às 15:59h
Mercado de canetas emagrecedoras deve crescer com fim da exclusividade de patente

(Foto: reprodução)

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk perde, nesta sexta-feira (20/3), a exclusividade sobre a semaglutida no Brasil, princípio ativo dos medicamentos Ozempic e Wegovy, usados no tratamento de diabetes e obesidade. Com o fim da patente, outras empresas poderão produzir e comercializar versões do produto no país, mediante aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A mudança deve abrir um mercado bilionário. Apenas em 2025, as chamadas “canetas emagrecedoras” movimentaram cerca de R$ 10 bilhões no Brasil, com previsão de alcançar R$ 15,6 bilhões em 2026. A expectativa do setor é de queda significativa nos preços, podendo chegar a até 50% em relação ao valor atual, que gira em torno de R$ 1 mil por unidade.

Apesar da liberação da patente, a entrada de novos produtos depende do aval da Anvisa. A previsão é que os primeiros registros de medicamentos com semaglutida sejam aprovados a partir do fim de maio. Atualmente, pedidos de empresas como Ávita Care, EMS e Megalabs estão em estágio avançado de análise.

Entre elas, a EMS é apontada como a mais adiantada no processo regulatório. A empresa já possui estrutura preparada para iniciar a produção em larga escala e planeja lançar sua versão do medicamento ainda em 2025, com preço estimado entre R$ 500 e R$ 600. A estratégia inicial deve priorizar volume de vendas, com expectativa de alcançar cerca de R$ 500 milhões em faturamento no período de um ano.

Outras farmacêuticas também se preparam para entrar no mercado em etapas posteriores, incluindo empresas nacionais e multinacionais. A ampliação da concorrência deve aumentar a oferta e facilitar o acesso ao tratamento.


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O interesse pelo setor é impulsionado pela alta demanda por medicamentos voltados ao emagrecimento. No varejo farmacêutico, esses produtos têm ganhado espaço e já representam parcela relevante das vendas, segundo redes como a RD Saúde.

Especialistas avaliam que o fim da patente pode transformar o mercado no país, reduzindo preços e ampliando o acesso da população. Além disso, há expectativa de impacto em outros setores ligados ao consumo e bem-estar.

A possível queda nos custos também pode recolocar em discussão a oferta da semaglutida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, a incorporação foi rejeitada devido ao alto impacto orçamentário. Agora, com a perspectiva de preços menores, o tema pode voltar à pauta do governo federal.

Enquanto isso, a própria Novo Nordisk iniciou projetos-piloto para avaliar o uso do medicamento na rede pública de saúde, com unidades selecionadas em diferentes estados.

Mesmo com o fim da exclusividade, os medicamentos da companhia ainda enfrentam concorrência crescente. O Mounjaro, da Eli Lilly, por exemplo, ganhou espaço no mercado brasileiro e passou a liderar as vendas, mesmo com preço mais elevado.

A expectativa do setor é que, com a chegada de novas opções e a redução de preços, o mercado de tratamentos para obesidade entre em uma nova fase de expansão no Brasil.

(*)Com informações da NeoFeed

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