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FVS-RCP orienta sobre o uso seguro de canetas emagrecedoras

Medicamento exige acompanhamento profissional, segundo normas da Anvisa
07/01/26 às 14:31h
FVS-RCP orienta sobre o uso seguro de canetas emagrecedoras

(Foto: Divulgação /FVS-RCP)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) fez um alerta à população, nesta quarta-feira (07/01), sobre os perigos do uso indiscriminado das chamadas canetas para emagrecimento. Esses medicamentos possuem indicação clínica específica e, conforme reforça o órgão, só devem ser utilizados com prescrição médica e acompanhamento profissional adequado.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as regras para a comercialização e o uso desses medicamentos estão estabelecidas na Instrução Normativa nº 360/2025 e na RDC nº 973/2025. As normas determinam que as canetas só podem ser vendidas mediante apresentação de receita médica, que deve ficar retida na farmácia no momento da compra.

As canetas são indicadas principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, atuando diretamente no metabolismo e no controle do apetite. No entanto, o uso sem orientação médica pode provocar uma série de efeitos adversos, como pancreatite, hipoglicemia, náuseas, vômitos e alterações gastrointestinais consideradas graves.


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A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, chama atenção para os riscos à saúde associados ao uso inadequado desses medicamentos.

“É importante reforçar que as canetas para emagrecimento não devem ser utilizadas sem prescrição e acompanhamento médico. O uso indiscriminado, especialmente com finalidade estética, pode trazer prejuízos à saúde e sobrecarregar os serviços de saúde”, destacou.

O subgerente da Gerência de Produtos da Diretoria de Vigilância Sanitária, Helton Ruiz, também reforça que se trata de medicamentos que exigem controle rigoroso e uso responsável.
“É fundamental desconfiar da venda de produtos com preços muito abaixo do mercado e sem exigência de receita, pois podem estar adulterados e representar risco à segurança do paciente”, alertou.

Diante do aumento da procura por esse tipo de medicamento, a FVS-RCP orienta que a população procure serviços de saúde especializados para uma avaliação adequada e siga sempre as recomendações de profissionais habilitados, evitando a automedicação e possíveis complicações à saúde.