Em Manaus, ministro Padilha defende uso de canetas emagrecedoras para saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu, durante agenda no Amazonas, o uso das chamadas canetas emagrecedoras para o tratamento de problemas de saúde, e não como alternativa voltada exclusivamente à estética. Segundo ele, o Ministério da Saúde já iniciou um protocolo para avaliar a possível incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A declaração foi feita durante visita a uma empresa responsável pela produção nacional de uma caneta de semaglutida. Segundo o ministro, o medicamento foi desenvolvido integralmente no Brasil e chegou ao mercado com preço até três vezes menor que o medicamento de referência.
“Nós queremos ela no SUS, com medicação, orientação, com responsabilidade, com público que tem que tomar, não como milagre estético”, afirmou Padilha.
O ministro explicou que o protocolo do Ministério da Saúde acompanha pacientes com obesidade associada a problemas cardíacos e pessoas que aguardam na fila para cirurgia bariátrica. A avaliação busca verificar como os pacientes utilizam a medicação, a adaptação ao tratamento e a ocorrência de possíveis efeitos adversos.
Outro objetivo é analisar se o uso do medicamento pode contribuir para reduzir a demanda por cirurgias bariátricas e diminuir o risco de doenças cardiovasculares em pacientes que tenham indicação para o tratamento.
Leia mais
Ministro Padilha visita centro de diagnóstico de câncer em Manaus
Canetas emagrecedoras podem causar pancreatite em crianças e adolescentes, alerta SBP
Produção nacional
Padilha também destacou a importância de o Brasil dominar a tecnologia de produção da semaglutida. De acordo com o ministro, após o fim do prazo da patente, a Anvisa e o Ministério da Saúde abriram espaço para empresas apresentarem tecnologias relacionadas ao desenvolvimento do medicamento.
A produção nacional, segundo ele, não tem apenas o objetivo de reduzir o preço e ampliar o acesso da população. A estratégia também busca permitir que o país absorva a tecnologia utilizada na fabricação desse tipo de medicamento.
A semaglutida é utilizada no tratamento do diabetes e da obesidade. O ministro afirmou ainda que estudos iniciais apontam possíveis impactos da tecnologia em outras doenças, o que poderia permitir o desenvolvimento futuro de medicamentos para diferentes condições crônicas.
Avaliação para o SUS
Caso seja incorporada ao SUS, a medicação deverá ser destinada a pacientes que tenham indicação clínica, com orientação e acompanhamento profissional.
O ministro afirmou que, caso a semaglutida seja incorporada definitivamente ao SUS, será necessário ampliar a capacidade de produção nacional para atender à demanda da população.
“Quando vai para o SUS, o volume aumenta, e a gente precisa de potências como essa, para a gente garantir a produção aqui, para a gente ofertar para toda a população brasileira”, declarou.
VÍDEO:





