Deputados apontam risco de colapso econômico em Barcelos com demarcação de terras indígenas

Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta quarta-feira (6), a deputada Joana Darc (União Brasil) e o deputado João Luiz (Republicanos) fizeram críticas à atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e ao processo de demarcação de terras indígenas no município de Barcelos.
Os parlamentares manifestaram preocupação com possíveis impactos econômicos na cidade, especialmente em atividades como turismo, pesca ornamental e pesca esportiva.
Em discurso, Joana Darc afirmou que a ampliação de áreas demarcadas pode comprometer o desenvolvimento do município. Segundo ela, há risco de que a medida afete atividades econômicas essenciais e até o acesso fluvial da região.
“É possível, sim, demarcar terras indígenas, mas tem que se pensar também no desenvolvimento do nosso Amazonas”, afirmou.
Ela também mencionou que Barcelos depende de atividades como a pesca ornamental, a pesca esportiva e a extração de piaçava, que poderiam ser impactadas caso haja restrições territoriais mais amplas.
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Críticas à condução do processo
Já o deputado João Luiz criticou a atuação da Funai no município e afirmou que a condução do processo de demarcação pode gerar prejuízos econômicos significativos.
Segundo ele, o turismo de pesca esportiva movimenta cerca de R$ 150 milhões por ano em Barcelos, valor que, na avaliação do parlamentar, poderia ser comprometido com a ampliação das áreas indígenas.
O deputado também mencionou preocupações de empresários locais, como donos de hotéis e pousadas, e afirmou que há temor de retração econômica.
Além disso, João Luiz criticou a logística envolvendo a pesca ornamental e apontou dificuldades operacionais relacionadas à fiscalização e transporte.
Durante sua fala, o parlamentar também fez críticas às condições enfrentadas por povos indígenas na região, afirmando que há relatos de situações precárias de atendimento. Ele defendeu maior presença e atuação humanizada por parte dos órgãos federais responsáveis.
A reportagem entrou em contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e aguarda posicionamento sobre as declarações feitas pelos parlamentares.




