YouTube endurece regras de monetização para novos canais

O YouTube anunciou nesta terça-feira (11/8) um endurecimento das regras para novos criadores começarem a ganhar dinheiro com anúncios e assinaturas pelo Programa de Parcerias do YouTube (YPP).
As novas exigências praticamente dobram os requisitos atuais para entrada no programa. Hoje, é preciso ter mil inscritos e somar 4 mil horas de exibição no ano, ou dez milhões de visualizações em Shorts em 90 dias. Pelas novas regras, o canal precisará ter mil inscritos e, além disso, somar 8 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 12 meses ou 20 milhões de visualizações qualificadas em Shorts nos últimos 90 dias.
Para continuar recebendo dinheiro com Shorts, o canal terá de manter dez milhões de visualizações qualificadas em 90 dias. Segundo o YouTube, se o criador cair abaixo desse nível, ele não sai do YPP e segue monetizando vídeos longos, com a receita de Shorts voltando automaticamente quando a marca for atingida novamente.
Novas regras valem a partir de 2027
As novas exigências passam a valer em 1º de fevereiro de 2027 e afetam apenas contas novas. Canais que já fazem parte da iniciativa não serão afetados, mas precisam concordar com os novos termos de serviço até 31 de janeiro de 2027 para manter sua monetização.
O YouTube também anunciou a expansão do Premium Lite para todos os países onde o YouTube Premium existe. A assinatura mais barata promete experiência sem anúncios na maior parte dos vídeos, além de permitir downloads e reprodução em segundo plano. No Brasil, a assinatura Premium Lite custa R$ 16,90 por mês.
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Combate a conteúdo raso gerado por IA
Segundo a plataforma, as novas regras visam acompanhar os hábitos atuais dos espectadores e garantir que o YouTube continue sendo um motor de crescimento sustentável e de longo prazo.
No entanto, a medida também pode ser interpretada como uma forma de o YouTube controlar canais que publicam conteúdo raso gerado por IA de olho nas métricas de monetização. Há alguns meses, o CEO da plataforma, Neal Mohan, reforçou que o YouTube precisa combater o “AI slop”, ou “lixo de IA”, em tradução livre.





