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O novo Google da Geração Z: como TikTok virou mecanismo de buscas e impactou o mercado

Especialista em marketing digital explica por que jovens preferem a rede chinesa para descobrir restaurantes, produtos e lugares
27/04/26 às 14:55h
O novo Google da Geração Z: como TikTok virou mecanismo de buscas e impactou o mercado

(Fotos: Rede Onda Digital)

Se você precisa de uma receita, uma dica de restaurante ou a opinião sincera sobre um produto, onde você pesquisa primeiro? Para a Geração Z, a resposta não é mais o Google. É o TikTok. O fenômeno já é uma realidade consolidada: a rede social de vídeos curtos deixou de ser apenas entretenimento e se transformou em um poderoso mecanismo de busca, desafiando a hegemonia do gigante das buscas.

Em entrevista à Rede Onda Digital, o head de comunicação da empresa e palestrante do DSX – Digital Summit Experience 2026, Fernan Bravo, analisou o movimento, deu dicas para profissionais de marketing e empresários e comentou as tendências para o setor neste ano.

TikTok está ganhando do Google?

Para Fernan, a diferença está na experiência. Enquanto o Google entrega links, avaliações textuais e anúncios, o TikTok mostra pessoas reais vivendo a experiência.

“Quando eu quero ver como é de verdade, eu vou no TikTok. Aí tem um influenciador mostrando como é que é. Dá uma perspectiva não só de restaurante, por exemplo, de chegar e ver uma foto e uma avaliação no Google. Mostra a pessoa indo lá, comendo, reagindo. Dá uma outra dimensão”, explica.

Ele admite que ainda usa o Google, mas cada vez menos, especialmente com a chegada das inteligências artificiais. O hábito da Geração Z, no entanto, já é outro: eles vão direto para a rede chinesa, confiando mais na opinião de criadores de conteúdo do que em páginas institucionais ou anúncios.

O que empresas precisam mudar para surfar nessa onda?

Segundo Fernan, o segredo está em produzir conteúdo pensado em alcance, e não apenas em venda.

“O conteúdo no TikTok funciona muito como conteúdo de alcance. Os conteúdos com gancho visual, com cortes mais rápidos, tudo mais. Para serem encontradas lá, as empresas têm que fazer conteúdos pensando em marketing de topo de funil”, orienta.

Diferente de outras redes, o algorítimo do TikTok não privilegia quem tem muitos seguidores.

“Não importa quantos seguidores você tem. É como se fosse o primeiro conteúdo e a plataforma vai te entregar para pessoas novas, sempre no For You.” A dica do especialista é investir em prova social, sensação de estar no local e conteúdo visualmente atraente, explorando o lado sinestésico da rede: áudio, vídeo, legenda e reação.

Outra estratégia é fazer parcerias criativas com influenciadores, mas sem seguir o óbvio. Fernan dá uma dica: “Vê o que os gringos estão fazendo. Os grandes criadores de conteúdo do Brasil copiam os gringos.”

Google já percebeu o movimento

Apesar da ameaça, Fernan acredita que o Google não vai perder relevância, pelo contrário, já está se adaptando.

“Ele indexou o TikTok e o Instagram nos resultados de busca. Hoje, quando você pesquisa algo no Google, aparecem vídeos dessas plataformas”, observa.

Isso representa uma mudança de postura, já que antes o Google evitava mostrar concorrentes para não perder usuários. Agora, a estratégia é incorporar o que está dando certo.

“É bom para as duas plataformas. O Google continua sendo o grande buscador, porque você acha o TikTok lá dentro.”


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Outras tendências para 2026

Questionado sobre as novidades para este ano, Fernan destaca dois movimentos. O primeiro é o poder da autenticidade.

“Não adianta copiar conteúdo gringo. Você tem que saber quem você é e colocar a sua pegada na referência. Isso te coloca na frente de 99% das pessoas.”

A segunda tendência é o TikTok Shop (e o futuro Instagram Shop), que permite vender produtos diretamente pelo vídeo como afiliado. “Está dando muito dinheiro para criadores. Vai ter muita gente se especializando nisso.”

No entanto, ele faz uma ressalva como consumidor: “Eu acho chato. A venda tem que ser uma parcela pequena da rede. Se a gente quiser uma plataforma que só vende, vamos para o Mercado Livre ou Amazon.”

Ele acredita que essa é uma forma das plataformas recompensarem criadores sem pagar diretamente por visualização, algo que ainda é baixo no Brasil.

“O TikTok paga, mas é um valor pequeno. É uma forma de dar dinheiro ao criador e, claro, a plataforma também ganhar mais.”

DSX 2026

Fernan também falou sobre suas expectativas para o DSX – Digital Summit Experience 2026, que acontece em Manaus nos dias 23 e 24 de julho. “A minha expectativa é a melhor possível. Eu nunca tinha visto, com exceção do próprio DSX ano passado, um evento dessa magnitude na cidade.”

Ele destaca a programação diversificada: 40 palestrantes, três ou quatro palcos, incluindo um palco creator e outro com grandes nomes do marketing nacional.

“Isso não é só para Manaus, é para o Norte inteiro. Se não tivesse um evento desse, você gastaria uma fortuna para ir a São Paulo.”

O especialista ressalta que o evento é uma oportunidade para empreendedores, profissionais de marketing e qualquer pessoa que queira dar o próximo passo no seu negócio. “O networking que você vai ter, gente fechando negócio lá.”

O DSX 2026 acontece nos dias 23 e 24 de julho no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Ingressos e informações no site dsx.com.vc.

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