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Vítima de estupro foi sequestrada por companheira de PM para não denunciar o crime, diz Alessandra Campelo

Jovem foi levada à força por falsos servidores e coagida com oferta de R$ 100 mil para deixar o caso de lado
27/04/26 às 12:28h
Vítima de estupro foi sequestrada por companheira de PM para não denunciar o crime, diz Alessandra Campelo

(Foto: Rede Onda Digital)

Uma jovem foi vítima de um estupro cometido por um policial militar durante uma abordagem de rotina no início de abril em Manaus. De acordo com Alessandra Campelo, deputada estadual e presidente da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas, no último sábado (25), supostamente, a companheira do agente e outras duas pessoas teriam armado uma emboscada para coagir a vítima a desistir da denúncia.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (27/4) na sede da Aleam, Campelo relatou que o PM, que já responde a outro processo por estupro há mais de dois anos, teria aproveitado o momento e levado a vítima para uma sala sob o pretexto de verificar a documentação do veículo em que ela estava.

“Se esse homem tivesse saído das ruas, ela não teria sido vítima. Como é que um estuprador continua usando farda e abordando as pessoas na rua?”, questionou Campelo.

O policial foi preso. Posteriormente, de acordo com a parlamentar, duas pessoas, um homem e uma mulher, se passaram por servidores da Procuradoria da Mulher, alegando trabalhar com a própria deputada, e foram até a casa da vítima no último sábado (25) e disseram que iriam levá-la para receber uma ajuda de custo.

A vítima entrou no carro e, após um longo trajeto, o veículo parou em um local onde entrou uma terceira pessoa, que seria a companheira do policial. A vítima reconheceu a mulher por vídeos publicados na internet, nos quais ela negava o estupro e defendia o marido.

“Eles armaram uma emboscada, mantiveram sob cárcere ou sequestro a vítima durante cerca de duas horas ou mais, e tentaram persuadi-la, coagi-la a não mais manter a denúncia”, relatou a deputada.

Durante o cárcere, o grupo também ofereceu dinheiro, mencionou uma suposta vaquinha de R$ 100 mil para que a vítima desistisse do caso.


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A deputada ressaltou a coragem da vítima, que não se deixou intimidar. “Uma grande mulher porque ela teve coragem, não se deixou em momento algum ser afetada por essas outras pessoas ao ponto de desistir”, afirmou.

Campelo destacou ainda que este é o segundo caso de estupro atribuído ao mesmo policial, o primeiro já tramita na Justiça há mais de dois anos, e que há uma terceira vítima em acompanhamento psicológico.

Após ser informada da emboscada, a deputada acionou imediatamente o governador interino, Roberto Cidade (União Brasil). Ele determinou ao secretário de Segurança Pública e ao comandante-geral da Polícia Militar que garantissem a proteção da vítima. A mulher e seus dois filhos foram abrigados em local seguro, sob escolta policial.

A Procuradoria da Mulher segue acompanhando o caso, oferecendo apoio psicológico e jurídico. Alessandra Campelo fez um apelo para que outras vítimas procurem o órgão, que mantém sigilo absoluto.

A Polícia Civil investiga o sequestro e a tentativa de coação, além do estupro original.

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