Domicílios brasileiros usam em média 8 serviços de streaming, diz pesquisa

Os lares brasileiros que consomem streaming pela televisão administram, em média, 8,2 serviços, segundo o relatório “O Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026”, produzido pela MiQ, empresa global de tecnologia e mídia programática voltada ao marketing digital.
O levantamento considera domicílios que consomem, pela televisão, conteúdos transmitidos pela internet. Os dados reúnem informações próprias da MiQ e de outras fontes do mercado, como a consultoria Omdia.
De acordo com a pesquisa, o consumo diário de vídeo pelo público chega a quatro horas. Do total de 8,2 serviços de streaming utilizados por domicílio, 4,6 são plataformas pagas e 3,6 são gratuitas.
Canais fast ganham espaço
O comportamento observado favorece os chamados canais fast, que oferecem programação linear gratuita sustentada por publicidade. O termo é uma sigla para “Free Ad-Supported Streaming Television” e indica que os conteúdos são gratuitos por conterem propaganda.
O formato funciona de maneira semelhante à televisão tradicional, com grade de programação definida e intervalos comerciais. Entre os canais fast que têm ganhado audiência estão Pluto TV, Samsung TV Plus e canais ao vivo da Roku TV, além de opções voltadas a conteúdos específicos, como esporte e gastronomia.
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Brasil é o terceiro maior mercado do setor
O Brasil ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores mercados de canais fast do mundo em receita, atrás de Estados Unidos e Reino Unido. Segundo dados divulgados pela Omdia em janeiro, o faturamento do setor no país foi de US$ 152 milhões.
A consultoria projeta que o Brasil manterá a terceira posição no ranking mundial em 2029, quando o faturamento com canais fast deverá alcançar US$ 303 milhões.





