Muse Charm: conheça o ‘Tamagotchi’ com IA lançado pela Meta

A Meta apresentou uma nova forma de interagir com inteligência artificial que parece ter saído diretamente dos anos 1990. O Muse Charm, um pequeno dispositivo com personagem virtual animado, lembra os antigos Tamagotchis, mas usa inteligência artificial para conversar e interagir com o usuário.

O aparelho foi apresentado por Mark Zuckerberg durante o evento anual da Meta, na quarta-feira (23), e tem aproximadamente o tamanho de um relógio de bolso. A proposta é permitir que o usuário acesse o agente de IA Muse diretamente pelo dispositivo, sem depender de aplicativos no celular.
Como funciona o Muse Charm?
O dispositivo tem uma tela de aproximadamente 2 polegadas, que pode ser controlada com o polegar, e conexão 5G, permitindo acesso à inteligência artificial mesmo sem uma rede Wi-Fi.
A interação ocorre por meio de um personagem virtual animado, em uma experiência que remete aos bichinhos eletrônicos que se tornaram populares na década de 1990.
Apesar de ter algumas funções semelhantes às de um celular, o Muse Charm não permite fazer chamadas.
A proposta faz parte da tentativa da Meta de criar dispositivos capazes de oferecer serviços de inteligência artificial sem depender diretamente dos sistemas operacionais e aplicativos de empresas como Apple e Google.

Por que ele lembra um Tamagotchi?
A principal semelhança está na ideia de ter um personagem virtual em um pequeno dispositivo, que acompanha o usuário e serve como forma de interação.
A diferença é que, em vez de apenas cuidar de um animal virtual seguindo comandos pré-programados, o Muse Charm utiliza inteligência artificial para oferecer uma interação mais dinâmica.

A aposta também conversa com uma tendência de produtos tecnológicos que recuperam elementos dos anos 1990 e 2000. Câmeras digitais, celulares dobráveis e tocadores de MP3, por exemplo, voltaram a chamar a atenção de consumidores mais jovens.
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Meta aposta em dispositivos de IA
O Muse Charm faz parte de uma estratégia mais ampla de Zuckerberg para transformar a inteligência artificial em uma experiência presente no cotidiano, e não apenas em aplicativos.
A Meta também pretende levar o agente Muse para sua linha de óculos inteligentes.
Para analistas ouvidos pela imprensa internacional, o dispositivo pode chamar a atenção de consumidores interessados em experiências diferentes do smartphone. Ao mesmo tempo, existe uma dúvida sobre se ele conseguirá oferecer funções suficientemente diferentes das disponíveis em celulares, relógios, fones de ouvido e outros dispositivos.
Um mercado ainda em teste
A tentativa de criar pequenos dispositivos dedicados à inteligência artificial ainda enfrenta desafios.
Um exemplo é o Rabbit R1, lançado em 2024. O aparelho chamou atenção inicialmente por prometer uma nova forma de utilizar serviços digitais com ajuda de IA, mas recebeu críticas relacionadas às limitações e à confiabilidade de suas funções.
O Muse Charm chega, portanto, em um mercado no qual empresas de tecnologia ainda buscam descobrir quais dispositivos podem fazer com que as pessoas utilizem inteligência artificial além da tela do celular.





