Copa do Mundo de 2026 reúne países em guerra e sob crises de segurança

A Copa do Mundo de 2026 reúne seleções de países marcados não apenas pela disputa dentro de campo, mas também por conflitos armados e crises de segurança. Das 48 nações participantes do torneio sediado por Estados Unidos, México e Canadá, 13 enfrentam guerras, confrontos internos ou episódios de violência ligados a grupos armados e organizações criminosas.
Entre os casos de maior repercussão estão os Estados Unidos e o Irã, países que vivem tensões militares desde o início de 2026. Apesar do conflito e das incertezas sobre a participação iraniana no torneio, ambas as seleções seguem confirmadas na competição organizada pela Fifa.
Além deles, países do Oriente Médio como Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque também convivem com impactos indiretos da instabilidade regional, incluindo ataques ligados à escalada do conflito entre Irã, EUA e Israel.
Fora do cenário internacional, o México enfrenta uma crise de segurança provocada pelo crime organizado e pela atuação de cartéis de drogas, enquanto a Colômbia ainda lida com confrontos envolvendo grupos guerrilheiros e narcotráfico.
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No Haiti, a violência de facções criminosas agravou uma crise humanitária. Segundo organismos internacionais, gangues controlam grande parte da capital, Porto Príncipe, provocando deslocamentos em massa, sequestros e assassinatos.
A República Democrática do Congo (RDC), outra participante do Mundial, segue enfrentando confrontos armados no leste do país, especialmente envolvendo grupos rebeldes ligados a disputas territoriais e étnicas.
Já países como Coreia do Sul, Marrocos e Argélia convivem com tensões históricas ou conflitos de baixa intensidade. No caso sul-coreano, a guerra com a Coreia do Norte permanece tecnicamente sem fim desde os anos 1950, enquanto Marrocos e Argélia seguem envolvidos em disputas relacionadas ao Saara Ocidental.
O cenário evidencia o contraste entre a celebração esportiva da Copa do Mundo e a realidade geopolítica de parte das seleções participantes, marcadas por instabilidade e conflitos em seus territórios.
*Com informações do Metrópoles





