“Sou amigo, mas haverá luta”, diz Arthur Virgílio sobre ação contra a ZFM

O ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (MDB) voltou a se posicionar em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) após a ação movida pela Fiesp contra dispositivos da Reforma Tributária que garantem a competitividade do modelo econômico amazonense. Para ele, a disputa precisa ser resolvida com diálogo, mas respeitando a importância da ZFM para o Amazonas e para o país.
Arthur afirmou que a Zona Franca beneficia não apenas o Amazonas, mas também outros estados, incluindo São Paulo, e destacou que o modelo contribui para o desenvolvimento regional e para a preservação da Amazônia. Segundo ele, o debate entre a Fiesp e a ZFM precisa ser “resolvido”, sem desconsiderar o papel estratégico que a Zona Franca exerce há décadas.
O ex-prefeito também disse que pretende conversar nesta segunda-feira (18/5) com Paulo Skaf, com quem afirma manter amizade há muitos anos. Apesar da relação pessoal, Arthur reforçou que a defesa da Zona Franca está acima de qualquer vínculo político ou pessoal. “Quando se trata de Zona Franca e se tocar no Amazonas, eu não deixo de lado a amizade, mas terá luta”, declarou.
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Arthur classificou a ação como mais uma tentativa de atingir a ZFM e afirmou que defender o modelo significa proteger empregos, desenvolvimento econômico, soberania nacional e a preservação da floresta. Ele também reforçou que a Zona Franca não deve ser vista como privilégio, mas como uma compensação histórica para reduzir desigualdades regionais e fortalecer a economia amazônica.
A reação do ex-prefeito se soma às manifestações de lideranças do Amazonas, como os senadores Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB), além do senador Omar Aziz e do governador do Amazonas, Roberto Cidade (União). Todos criticaram a ação da Fiesp e defenderam a manutenção dos mecanismos previstos na Reforma Tributária para preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus.





