Sete vereadores do Avante vão disputar cadeira na Aleam

Foto: Divulgação/CMM
O Avante avançou na formação de sua nominata no Amazonas com o lançamento da pré-candidatura de vereadores de Manaus à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em outubro.
Entre os nomes estão os vereadores David Reis, Eduardo Alfaia, Eduardo Assis, Elan Alencar, Carlos Pai Amado, Gilmar Nascimento e Rodinei Ramos, que irão disputar uma vaga no legislativo estadual. Elees representam a maior bancada da CMM.
O lançamento ocorreu durante reunião partidária em Manaus, conduzida pelo presidente estadual da sigla e pré-candidato ao governo do Estado, David Almeida. O movimento faz parte da estratégia para fortalecer sua base política e ampliar a representatividade na Aleam, que hoje só conta com dois deputados (Daniel Almeida e Abdala Fraxe).
Com atuação já consolidada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), os parlamentares buscam agora expandir sua atuação para o âmbito estadual, apostando na experiência política e na proximidade com a população.
Leia mais
Avante apresenta pré-candidatos a deputado estadual no Amazonas
Coronel Menezes se filia ao Avante e mira candidatura a deputado federal em 2026
Manobra?
O vereador Elan Alencar usou a janela partidária deste ano para deixar o Democracia Cristã (DC) e se filiar ao Avante. A movimentação ocorre enquanto ele responde a um processo na Justiça Eleitoral que pode resultar na cassação do seu mandato por suspeita de fraude à cota de gênero nas eleições de 2024, em Manaus.
No processo, o DC teria registrado uma candidatura feminina fictícia apenas para cumprir o mínimo legal de 30% de mulheres. A Justiça Eleitoral entendeu que a irregularidade comprometeu toda a chapa proporcional do partido, o que levou à anulação dos votos da legenda e, consequentemente, à perda dos mandatos dos eleitos. O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela manutenção da cassação, apontando que a fraude ficou comprovada.
Apesar disso, Elan Alencar nega participação direta no caso e recorre das decisões. A mudança para o Avante ocorre em meio a esse cenário e também no contexto de articulações políticas para as eleições de 2026. No entanto, segundo a Lei das Eleições, a troca de partido não interfere no andamento do processo nem afasta o risco de perda do mandato, já que a análise da Justiça considera os fatos ligados à eleição de 2024, quando ele ainda integrava o DC.





