Saúde de Bolsonaro leva Conselho Federal de Medicina a exigir monitoramento contínuo

Reproducao/CFM
O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou, em nota oficial, que a condição de saúde do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro demanda acompanhamento médico contínuo e imediato, com garantia de assistência adequada por parte do Estado brasileiro. A manifestação ocorre após o recebimento formal de denúncias protocoladas no órgão, que apontam preocupação com a condução do atendimento médico ao paciente.
De acordo com o CFM, declarações públicas sobre intercorrências clínicas envolvendo o ex-presidente causaram apreensão na sociedade. Entre os relatos citados estão crises agudas de diferentes naturezas, episódio de trauma decorrente de queda, histórico clínico considerado de alta complexidade, sucessivas cirurgias abdominais, além de soluços intratáveis e outras comorbidades associadas à idade.
O conselho destaca que esse conjunto de fatores exige um protocolo rigoroso de monitoramento, com acesso a atendimento médico imediato e atuação de múltiplas especialidades, inclusive em situações de urgência e emergência.
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Na nota, o CFM também reforça que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na definição da conduta terapêutica, sem qualquer tipo de interferência externa, conforme prevê a legislação e o Código de Ética Médica.
Em cumprimento às normas legais e ao Código de Processo Ético-Profissional, o Conselho Federal de Medicina determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a instauração imediata de sindicância para apurar os fatos relacionados às denúncias recebidas.
Leia à ìntegra a nota:
“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito
cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a
condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair
Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM
expressam inquietação quanto à garantia de assistência
médica adequada ao paciente. Além disso, declarações
públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam
extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas,
episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico
de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas
abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em
paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento
contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência
médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro,
inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve
ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não
podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir
presunção de verdade. Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo
Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional
de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de
sindicância para apuração dos fatos”.






