Vazamento de estireno e plano de contingência entra no debate político com críticas de Eron Bezerra

O vazamento de estireno registrado no Distrito Industrial de Manaus, na quarta-feira (15/7), já produz reflexos também no campo político. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, Eron Bezerra, cobrou esclarecimentos sobre a existência e a efetividade dos planos de contingência do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus para responder a acidentes industriais de grande porte, diante da relevância do Polo Industrial de Manaus e dos riscos inerentes à atividade.
Ao abordar o episódio, Eron procurou afastar interpretações consideradas extremas sobre o acidente. O professor afirmou que tragédias ambientais não devem ser usadas como argumento para condenar a atividade industrial, mas defendeu que o desenvolvimento econômico precisa estar acompanhado de planejamento, prevenção e gestão de riscos, com protocolos capazes de minimizar impactos à população e ao meio ambiente.
Para Eron Bezerra, o principal questionamento diz respeito à capacidade de resposta do poder público diante de acidentes industriais. Ele defende que o debate seja conduzido “à luz da ciência, da responsabilidade e do desenvolvimento sustentável”.
“Qual é o plano de contingência que o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus têm para eventuais tragédias como essa? Nós somos uma cidade industrial. O Polo Industrial de Manaus é um grande polo industrial. Qual é, portanto, o risco que nós estamos sofrendo?”, questionou o professor.
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Na avaliação do pré-candidato, o episódio evidencia a necessidade de discutir a preparação do poder público para situações de emergência envolvendo produtos químicos perigosos, como no caso do vazamento de estireno que já causou atendimento médico a mais de 400 pessoas em Manaus. Segundo ele, além das medidas emergenciais adotadas após o vazamento, é necessário debater a existência de ações preventivas, planos de resposta, mecanismos de mitigação e políticas compensatórias que garantam segurança à população de uma cidade fortemente dependente da atividade industrial.
A manifestação amplia o debate público sobre a resposta institucional ao acidente, que já mobilizou órgãos estaduais, municipais e federais. Ao centrar o discurso na gestão de riscos e na capacidade de resposta do Estado, Eron Bezerra insere o episódio na agenda política ao defender que o planejamento para emergências ambientais deve ser tratado como política permanente, conciliando proteção ambiental, segurança da população e desenvolvimento sustentável.
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