Vazamento de estireno: monitoramento aponta que ar não oferece risco à população em Manaus

O monitoramento contínuo da qualidade do ar realizado após o vazamento de estireno em uma fábrica do Distrito Industrial de Manaus indica que, até este sábado (18), os níveis do composto químico encontrados no entorno da área afetada não representam riscos à saúde da população. A informação foi divulgada pelos órgãos estaduais envolvidos na operação de resposta à ocorrência registrada na quarta-feira (16).
Apesar do resultado considerado seguro no monitoramento, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mantém as ações de controle da ocorrência. As equipes trabalham no resfriamento do tanque afetado e realizam a sucção interna do produto, enquanto uma área de aproximadamente 300 metros no entorno da empresa permanece isolada por precaução.
O acompanhamento da qualidade do ar e da concentração de gases ocorre de forma contínua nas empresas localizadas próximas ao ponto do vazamento. O objetivo é identificar qualquer alteração nos níveis do composto e garantir a segurança de trabalhadores e moradores da região.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também acompanha a operação, fiscaliza o sistema de resfriamento utilizado no tanque e avalia as condições ambientais no entorno. Após o encerramento dos trabalhos, o órgão deverá realizar novas análises para verificar eventuais impactos ambientais decorrentes do episódio.
Empresa foi multada em R$ 12,5 milhões
Na sexta-feira (17), o Ipaam aplicou uma multa de R$ 12,5 milhões à empresa responsável pelo vazamento. Segundo o órgão, a autuação foi motivada por infração à legislação ambiental relacionada à poluição atmosférica decorrente da ocorrência.
A penalidade foi aplicada com base na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, no Decreto Federal nº 6.514/2008 e no Decreto Estadual nº 51.355/2025.
Atividades ainda aguardam liberação
Mesmo com o monitoramento indicando que a concentração de estireno não representa risco à saúde pública, empresas, escolas e serviços públicos da área afetada permanecem com atividades suspensas preventivamente.
Um comitê formado pelo Governo do Amazonas, com participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) e Ipaam, acompanha a situação e deverá avaliar a possibilidade de retomada das atividades.
A decisão será tomada após uma nova análise das condições ambientais e dos resultados do monitoramento realizado na região.
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213 atendimentos foram registrados na rede de saúde
Desde o início da ocorrência, a SES-AM registrou 213 atendimentos relacionados à exposição ao composto químico na rede estadual de saúde. O paciente que estava internado em uma UTI apresentou melhora e foi transferido para a enfermaria, onde segue em recuperação.
A Secretaria de Saúde orienta que pessoas que tenham sido expostas ao produto e apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão, dificuldade para respirar ou perda de consciência procurem imediatamente atendimento médico ou acionem o Samu, pelo telefone 192.
Defesa Civil mantém orientações preventivas
Enquanto as equipes continuam trabalhando no local, a Defesa Civil recomenda que a população permaneça em ambientes abertos e bem ventilados. A orientação é manter portas e janelas abertas para facilitar a circulação do ar e desligar aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação.
Até o momento, porém, o monitoramento realizado pelos órgãos responsáveis aponta que a qualidade do ar no entorno da área afetada permanece dentro de níveis que não representam risco à saúde pública.
A prioridade das equipes agora é concluir o controle do vazamento, manter a vigilância sobre a qualidade do ar e garantir que a região apresente condições seguras para a retomada das atividades industriais, escolares e dos serviços públicos suspensos preventivamente.





