
Lula lamenta morte de Luis Fernando Verissimo e elogia escritor: “Usou a ironia para denunciar a ditadura e defender a democracia”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou neste sábado (30/8), em publicação nas redes sociais, a morte do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo. O autor gaúcho, de 88 anos, faleceu vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia.
Na homenagem, Lula classificou Verissimo como “um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo” e destacou sua contribuição para a defesa da democracia.
“Luis Fernando Verissimo, um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo, nos deixou hoje aos 88 anos de idade. Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances [..] E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Verissimo – e a todos os seus familiares”, escreveu o presidente.
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O Ministério da Cultura também divulgou nota em que relembrou títulos publicados e prêmios recebidos pelo escritor. Segundo a pasta, “a escrita acessível, refinada e divertida fez de Verissimo um dos autores mais lidos do país, conquistando leitores de diferentes gerações e ampliando a presença da literatura brasileira em diálogo com o público”.
“O MinC se solidariza com familiares, amigos, colegas e milhões de leitores que hoje lamentam a partida de um dos maiores cronistas da história da literatura nacional”, completou a nota assinada pela ministra Margareth Menezes.
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Quem foi Luis Fernando Verissimo
Filho do consagrado escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo consolidou-se como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Com mais de 70 livros publicados, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares.
Sua obra, marcada pelo humor, ironia e olhar crítico sobre o cotidiano, conquistou leitores em todo o país. Entre crônicas, contos, romances e personagens icônicos, Verissimo soube transformar situações simples em reflexões profundas e bem-humoradas, deixando um legado duradouro para a literatura e o jornalismo no Brasil.
