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Lula crítica Trump e criação de seu Conselho de Paz; “ele sozinho é o dono da ONU”

Segundo Lula, o cenário internacional atravessa um momento de forte instabilidade e de enfraquecimento das instituições multilaterais
23/01/26 às 20:24h
Lula crítica Trump e criação de seu Conselho de Paz; “ele sozinho é o dono da ONU”

(Foto: reprodução)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23/1) a criação do chamado Conselho de Paz, iniciativa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a proposta representa uma tentativa de substituir ou esvaziar o papel da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador.

Segundo Lula, o cenário internacional atravessa um momento de forte instabilidade e de enfraquecimento das instituições multilaterais. Para o presidente brasileiro, a iniciativa liderada por Trump concentra poder e contraria os princípios que sustentam a ONU. Ele defendeu uma reforma da organização, com ampliação do Conselho de Segurança e maior representatividade dos países-membros.

O presidente Trump está fazendo a proposta de criar uma nova ONU em que ele sozinho é o dono da ONU”, declarou Lula.

O Petista também criticou declarações de Trump sobre a reconstrução da Faixa de Gaza, incluindo a ideia de transformar a região em um resort turístico. O presidente questionou o impacto humanitário da proposta e lembrou o alto número de mortes e a destruição provocada pelo conflito.

“Mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo. E quem morreu? E o povo pobre de lá, vai morar onde?”, disse.

Para o chefe do Executivo brasileiro, a política internacional vive um avanço do unilateralismo, com decisões concentradas nas grandes potências. “Está prevalecendo a lei do mais forte”, afirmou.


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O Conselho de Paz foi oficializado na quinta-feira (22/1), durante evento em Davos, na Suíça. Idealizado por Trump, o grupo foi anunciado em 2025, inicialmente com foco na guerra em Gaza, mas com previsão de atuação ampliada para outros conflitos globais. Em declarações anteriores, o presidente norte-americano chegou a sugerir que o conselho poderia substituir a ONU, o que gerou críticas de especialistas e líderes internacionais.

De acordo com uma minuta da carta constitutiva do conselho, Trump ocuparia a presidência do grupo por tempo indeterminado, podendo permanecer no cargo mesmo após o fim de um eventual segundo mandato. A substituição só ocorreria em caso de renúncia ou incapacidade, mediante votação unânime do conselho executivo.

O documento também prevê mandatos de três anos para os países integrantes, com possibilidade de extensão mediante pagamento de US$ 1 bilhão. Diversas nações foram convidadas a participar, entre elas Brasil, Argentina, Canadá, Paraguai, Turquia e Egito.

*Com informações da CNN Brasil e G1