Governo persegue fundos que lavam dinheiro do crime organizado, diz Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo está concentrado em investigar fundos de investimentos que servem para lavar dinheiro do crime organizado.
“Claramente fundos de investimentos, bancos, gestores de investimentos que estão atuando em prol do crime organizado”, declarou o ministro em coletiva de imprensa.
Durigan acrescentou que “essa lavanderia daqui por diante vai ser mais prontamente identificada”.
A fala ocorre no mesmo dia em que o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto.
A investigação revelou o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o controle de uma usina sucroalcooleira e viabilizar a compra de uma distribuidora de combustíveis.
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Entre os alvos das buscas está o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, apontada como uma das responsáveis por viabilizar a lavagem de capitais.
Segundo relatórios financeiros citados pela investigação, ele teria sido o ganhador de 570 prêmios e apostas entre 2020 e 2025, totalizando R$ 176,4 milhões.
Também são alvos Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá.
Investigação sobre Vorcaro
Além da terceira fase da Carbono Oculto, Freixo também é investigado por operar repasses de Daniel Vorcaro que chegaram ao fundo usado para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A operação desta quinta-feira é um desdobramento da Carbono Oculto, que aprofundou as investigações sobre a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.





