Golpe do “CPF cancelado” usa inteligência artificial para enganar vítimas no WhatsApp

(Foto: Shutterstock)
Uma nova modalidade de golpe tem circulado pelo WhatsApp e acende alerta para usuários em todo o país. Criminosos estão utilizando inteligência artificial para aplicar o chamado “golpe do CPF cancelado”, enviando mensagens personalizadas que simulam comunicados oficiais e pressionam vítimas a fazer pagamentos via Pix para evitar a suposta suspensão do documento.
O aviso foi divulgado pela empresa de cibersegurança Kaspersky, que identificou que os golpistas estão usando dados reais das vítimas, como nome completo e número do CPF, para dar aparência de legitimidade à fraude.
A abordagem começa com uma mensagem enviada por um número desconhecido, muitas vezes acompanhada do logotipo da Receita Federal. O texto informa a existência de uma irregularidade grave no cadastro do contribuinte e afirma que, caso um pagamento não seja feito imediatamente, o CPF será bloqueado.
Para convencer a vítima, os criminosos oferecem um suposto desconto na dívida, válido apenas para pagamento via Pix. O link enviado direciona para páginas falsas que imitam portais oficiais do governo, com endereços que incluem termos como “regularizar” ou “atendimento-receita”.
Segundo especialistas, apesar de os textos estarem cada vez mais bem escritos, há sinais que indicam fraude.
Entre os principais indícios de golpe estão:
- Urgência exagerada: ameaças como “seu CPF será suspenso hoje” são usadas para impedir que a vítima reflita antes de agir.
- Uso de dados pessoais: informações como CPF e nome completo podem ter sido obtidas em vazamentos e não comprovam autenticidade.
Leia mais
Novo golpe usa IA para gerar comprovante falso de Pix; saiba como se prevenir
Viih Tube relata golpe ao tentar vender sofá online e diz ter perdido R$ 6,8 mil
- Cobrança por WhatsApp: órgãos públicos não solicitam pagamento de tributos ou multas por mensagens no aplicativo.
- Endereço eletrônico suspeito: sites oficiais do governo brasileiro utilizam o domínio “.gov.br”.
Especialistas orientam que o contribuinte nunca clique diretamente em links recebidos por mensagem. Em caso de dúvida, o ideal é acessar manualmente o site oficial da Receita Federal ou entrar no portal e-CAC pelo navegador.
Antes de confirmar qualquer Pix, é importante verificar o nome do beneficiário. Se o destinatário for uma pessoa física ou empresa desconhecida, a operação deve ser cancelada. Também é recomendado manter um antivírus atualizado no celular, capaz de bloquear páginas fraudulentas.
Outra orientação é desconfiar de promessas de descontos elevados em cobranças de impostos feitas por meio de conversas em aplicativos de mensagem.
Quem realizou o pagamento deve procurar imediatamente o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, procedimento criado para casos de fraude. Também é necessário registrar um boletim de ocorrência, preferencialmente pela delegacia eletrônica, para formalizar a denúncia.
(*)Com informações do Olhar Digital





