Fundo Eleitoral do PL é dividido pelo potencial dos candidatos, diz presidente estadual

O Partido Liberal (PL) definiu as regras para distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026. A resolução aprovada pela Executiva Nacional estabelece critérios que levam em conta votos obtidos pelo partido, pesquisas eleitorais, critérios políticos e o potencial eleitoral dos candidatos e coligações.
Na prática, a direção nacional terá forte influência sobre a definição de quanto cada estado e cada candidatura poderá receber. Dos recursos destinados ao PL pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 30% ficarão sob controle direto da Executiva Nacional, que poderá distribuir esse dinheiro de acordo com as estratégias eleitorais da legenda.
Os outros 70% terão uma divisão baseada em critérios relacionados ao desempenho do partido nas eleições de 2022. Entre eles estão a votação dos deputados federais do PL em cada estado e o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados e para o Senado.
Mesmo com esses critérios, a resolução prevê que a Executiva Nacional poderá avaliar as particularidades de cada estado antes de definir os repasses. Pesquisas eleitorais e o potencial dos candidatos e das coligações estão entre os fatores que podem ser considerados.
A regra também permite que o partido deixe de distribuir recursos para determinado estado caso a unidade não atenda aos critérios definidos pela direção nacional.
Alfredo Nascimento comenta disputa
O presidente estadual do PL no Amazonas e candidato a deputado federal, Alfredo Nascimento, falou sobre a distribuição dos recursos durante entrevista ao Onda News nesta quarta-feira (9/9).
Ao explicar por que ele e o candidato a deputado federal Sargento Salazar estariam entre os nomes que receberam mais recursos, Alfredo afirmou que o resultado está relacionado ao desempenho nas pesquisas.
“Sabe por que o Salazar e eu estamos recebendo mais recursos? Porque o Salazar é o primeiro colocado nas pesquisas e eu sou o segundo. Um recebe mais, outro menos, porque tem uma série de critérios que têm pesquisa, histórico antigo, importância”, explicou.
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Segundo o dirigente, o objetivo do partido é concentrar recursos em candidaturas com maior possibilidade de ampliar a representação da legenda.
Ele também citou a distribuição de recursos na eleição anterior, afirmando que um candidato recebeu o maior volume entre os concorrentes por ser considerado, naquele momento, um nome com potencial eleitoral. O presidente do PL-AM também destacou que a Executiva Nacional tem autonomia para decidir sobre os repasses.
“Se a nacional quiser, não manda um centavo para ninguém. É assim que está definido”, disse.
Alfredo ainda criticou possíveis conflitos internos provocados pela disputa pelo Fundo Eleitoral, recentemente abordados por Delegado Costa e Silva, candidato a deputado federal, e avaliou que confrontos públicos podem acabar prejudicando os próprios candidatos.
Cotas também são obrigatórias
A resolução determina ainda que o PL respeite os percentuais mínimos de financiamento para candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas.
Para mulheres, o partido deverá destinar pelo menos 30% dos recursos, respeitando a proporção das candidaturas femininas. Para pessoas negras, o percentual também não poderá ser inferior a 30%.
Os recursos destinados às cotas deverão ser aplicados nas respectivas campanhas. O uso irregular pode resultar na devolução dos valores ao Tesouro Nacional e em outras sanções eleitorais.
A resolução foi aprovada em 13 de maio de 2026 e assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Veja um trecho:







