Flávio escolhe Deltan Dallagnol para analisar documentos de sigilo de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR), conhecido pela atuação na Operação Lava Jato, para analisar documentos relacionados à abertura dos sigilos bancário e fiscal do presidente Lula (PT). A escolha foi informada nesta quinta-feira (22/10), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a campanha petista entregar documentos ao tribunal.
Dallagnol afirmou que a análise será feita em etapas, começando pela conferência dos registros apresentados pela equipe de Lula.
O ex-procurador defendeu que a documentação inclua informações desde 2003, ano em que Lula iniciou o primeiro mandato, e não apenas os últimos oito anos previstos no pedido inicial.
“Lula é especialista em ocultar patrimônio, e eu sou especialista em encontrar o patrimônio ocultado por Lula. Da última vez que analisei os sigilos de Lula, Lula foi parar na cadeia”, disse Dallagnol a jornalistas.
Críticas STF
Segundo o relato, Dallagnol voltou a fazer acusações contra Lula durante entrevista e citou investigações da Lava Jato, entre elas os casos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. As declarações não vieram acompanhadas de novas provas.
As condenações de Lula relacionadas à Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. A Corte considerou a Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar os processos e reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do triplex.
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Flávio condiciona divulgação
A escolha ocorre em meio à disputa entre as campanhas sobre a divulgação de informações financeiras. Na quarta-feira (21), a equipe de Flávio apresentou ao menos 21 condições para autorizar a abertura dos sigilos do senador, referentes aos últimos 20 anos.
Entre as exigências estão informações sobre familiares de Lula, empresas relacionadas a eles, despesas com cartões corporativos da Presidência e registros de reuniões com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, afirmou que os dados do senador serão disponibilizados depois que a equipe confirmar que Lula cumpriu os compromissos assumidos.
A campanha petista informou que aceita as condições do adversário e apresentou documentos ao TSE. O pedido inicial de Lula abrangia dados dos últimos oito anos e incluía informações do presidente, da primeira-dama Janja, dos filhos e de uma empresa ligada ao petista.





