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CPMI do INSS convoca dono do Banco Master para depor no Senado

Daniel Vorcaro é chamado a prestar esclarecimentos sobre empréstimos consignados e descontos sem autorização em aposentadorias
30/01/26 às 14:09h
CPMI do INSS convoca dono do Banco Master para depor no Senado

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o colegiado convocou o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento na próxima quinta-feira (5/2), às 9h, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.

Carlos Viana defendeu que Vorcaro seja obrigado a comparecer e prestar esclarecimentos à comissão. Segundo o senador, o empresário precisa explicar aos aposentados a manutenção de descontos em folha sem autorização e as providências adotadas para a devolução dos valores cobrados indevidamente.

“Nós precisamos que um banqueiro que envolveu metade da República e do próprio Parlamento e que é acusado de um desfalque bilionário no país seja obrigado a falar e explique aos 250 mil aposentados como mantinha os descontos em folha sem autorização e o que ele fez para devolver esse dinheiro de quem não tinha essa confirmação”, afirmou.

De acordo com o presidente da CPMI, a convocação ocorreu em razão dos contratos de empréstimos consignados que o Banco Master mantinha em carteira e que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação documental da anuência dos aposentados.

“Como Vorcaro conseguiu manter esses descontos sem uma autorização formal das pessoas e quais medidas ele tomou pelo banco para não cobrar mais? Ele terá que nos dar essas explicações”, cobrou o parlamentar.


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Na mesma data, a CPMI também convocou para depor Luiz Félix Cardamone Neto, ex-presidente do BMG. O atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, também poderá ser ouvido no dia 5, conforme o calendário da comissão.

Carlos Viana informou que a previsão é realizar mais 11 reuniões de oitivas até o dia 19 de março. A leitura do relatório final, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), está prevista para 23 de março, enquanto a votação do texto deve ocorrer no dia 26.

Apesar do cronograma, o presidente da CPMI defende a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias. O prazo inicial para o encerramento das atividades do colegiado é 28 de março. Segundo Viana, ele deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para formalizar o pedido e apresentar as assinaturas de apoio dos parlamentares.

“Temos mais de 200 nomes convocados pela CPMI e estamos fazendo uma seleção. Na semana que vem, os líderes estarão em Brasília e farão a sua contribuição”, declarou.

O senador anunciou ainda que a comissão tenta reverter um habeas corpus concedido ao empresário Maurício Camisotti. Preso desde setembro por suspeita de envolvimento no esquema de descontos indevidos em aposentadorias, Camisotti está amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal que torna facultativo seu comparecimento à CPMI.

“Não há nenhuma possibilidade constitucional de a pessoa decidir se quer vir ou não. Isso foi uma surpresa desagradável para nós”, afirmou Carlos Viana ao comentar a decisão do STF.

 

 

*Com informações de Agência Câmara de Notícias.