CBF implementa 10 novas regras no futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e representantes dos clubes das Séries A e B aprovaram, nesta segunda-feira (10/8), a adoção de novas medidas de arbitragem destinadas a reduzir paralisações e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas.
As mudanças serão aplicadas nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro Feminino A1. A maior parte entra em vigor imediatamente, enquanto a possibilidade de revisão pelo VAR de escanteios concedidos de maneira equivocada foi aprovada apenas para 2027.
A decisão foi tomada durante a terceira reunião entre a CBF e os clubes para discutir a criação da Liga do Futebol Brasileiro. O encontro também iniciou os debates sobre a elaboração de um novo regulamento para a temporada de 2027.
Grande parte das medidas foi utilizada na Copa do Mundo de 2026. Segundo a CBF, o pacote pode acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de jogo por partida.
Confira as medidas aprovadas
- Oito segundos para o goleiro — o goleiro poderá controlar a bola com as mãos por até oito segundos. Caso exceda o limite, será marcado escanteio para o adversário.
- Cinco segundos para o arremesso lateral — a contagem começa quando o jogador estiver com a bola nas mãos. O descumprimento poderá resultar na reversão da cobrança.
- Cinco segundos para o tiro de meta — após a autorização do árbitro, o goleiro terá cinco segundos para fazer a cobrança. Se ultrapassar o limite, será concedido escanteio ao adversário.
- Dez segundos para deixar o campo — o atleta substituído deverá sair rapidamente pelo ponto mais próximo. Caso demore, o substituto somente poderá entrar na paralisação seguinte.
- Um minuto fora após atendimento — o jogador atendido dentro do gramado deverá permanecer fora de campo por pelo menos um minuto antes de retornar.
- Atendimento ao goleiro — quando o goleiro receber atendimento médico no campo, um jogador de linha da mesma equipe permanecerá fora por um minuto. O atleta será indicado pelo treinador ou pelo capitão.
- Diálogo com o árbitro — somente o capitão será o interlocutor da equipe com o árbitro nas situações previstas pelo protocolo.
- “Protocolo Vini Jr.” — cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário poderá ser considerado conduta passível de expulsão.
- VAR e segundo cartão amarelo — o árbitro de vídeo poderá revisar uma decisão que resulte na aplicação do segundo cartão amarelo e, consequentemente, na expulsão do jogador.
- Revisão de escanteio concedido por engano — a partir de 2027, o VAR poderá revisar um escanteio incorretamente marcado quando a cobrança resultar diretamente em gol ou pênalti.
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Um levantamento desenvolvido pela CBF Academy, com dados da Opta Stats Perform, mostrou que a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida em 2026, antes da pausa para a Copa do Mundo. A meta usada como referência pela Fifa é de 60 minutos.
O estudo aponta a possibilidade de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos por jogo com a redução do tempo gasto em atendimentos médicos, reposições de bola, marcações de faltas e análises do VAR.
A arbitragem deve receber R$ 200 milhões em investimentos da CBF entre 2026 e 2027. A próxima reunião com os clubes está prevista para 14 de setembro e deverá tratar da organização das competições.
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