CMM faz sessão rápida de 40 minutos e antecipa reunião de setembro

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) realizou nesta segunda-feira (31/8) uma sessão extraordinária com duração de aproximadamente 40 minutos, convocada exclusivamente para votação. A reunião, conforme consta na ata da Casa, foi considerada compensatória à reunião ordinária prevista para o dia 9 de setembro.
A dinâmica da sessão chamou a atenção do vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), que questionou a presidência sobre a decisão de antecipar a votação e utilizar a reunião extraordinária como compensação de uma sessão ordinária que ainda aconteceria na semana seguinte.
Durante a sessão, Guedes apresentou uma questão de ordem e afirmou ter sido pego de surpresa com a informação de que a reunião seria compensatória.
“Então, nós só teremos sessão na terça-feira que vem, no caso? Porque segunda-feira, salvo engano, é feriado, dia 7, é isso? Ou vão emendar para ficar a semana inteira sem sessão?”, questionou.
O vereador também perguntou se a reunião extraordinária seria destinada exclusivamente à votação de um Projeto de Lei (PL). O presidente da sessão, vereador Jander Lobato (PSD), confirmou que sim.
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A partir daí, Guedes questionou a necessidade de utilizar a sessão extraordinária para compensar uma reunião ordinária inteira, que normalmente conta com pequeno expediente, tribuna e ordem do dia.
“Então, presidente, a gente está suprimindo uma sessão da quarta-feira que vem toda, com ordem do dia, com pequeno expediente, com tribuna, por uma sessão de… Vossa Excelência não vê a necessidade disso com todos os presentes aqui?”, perguntou.
Na sequência, Guedes deixou claro que era favorável à votação e que permaneceria na sessão justamente para votar a matéria, mas discordou do caráter compensatório da reunião.
“Eu vejo a extrema necessidade disso, mas não compensatória, presidente. Eu voto aqui, eu fiquei aqui a sessão inteira, temos que votar, já manifesto meu voto favorável, mas não é sessão compensatória, extraordinária compensatória”, afirmou.
A sessão terminou com a aprovação do Projeto de Lei nº 700/2026, de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a concessão de subsídio orçamentário para o custeio do transporte coletivo urbano complementar. Encaminhada em regime de urgência, a proposta prevê o repasse de até R$ 3 milhões por mês para o setor. O texto vai à sanção do Prefeito de Manaus.
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