“Não se constrói uma unidade de saúde desde quando o Omar saiu”, dispara Braga

O senador e pré-candidato à reeleição Eduardo Braga (MDB) afirmou, nesta segunda-feira (6), que a saúde pública do Amazonas está “desmontada” e vive um cenário “caótico”. A declaração foi feita durante o lançamento da segunda etapa do plano de governo do senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD), em Manaus.
Ao comentar as prioridades de um eventual novo governo de Omar Aziz, Braga afirmou que a saúde será a principal área de atuação e fez duras críticas à atual estrutura da rede estadual, governada por Wilson Lima até início de abril.
“A saúde, sem dúvida nenhuma. A saúde tanto na capital quanto no interior do estado do Amazonas está num momento crítico, caótico”, declarou.
Déficit de infraestrutura hospitalar
Segundo o senador, o estado enfrenta déficit de infraestrutura hospitalar e falta de investimentos em unidades de atendimento.
“Não se constrói uma unidade de saúde em Manaus desde quando o Omar saiu do governo. Maternidade não se constrói desde quando eu saí do governo. Há uma carência de unidades de saúde, tanto na área de maternidade quanto na área de média e alta complexidade”, afirmou.
Braga também criticou as condições de policlínicas e SPAs e disse que hospitais da capital enfrentam dificuldades para atender à demanda.
“As policlínicas estão acabadas, os SPAs acabados e, lamentavelmente, o atendimento no maior hospital que a cidade de Manaus tem, que é o 28 de Agosto, é agora de porta fechada. O 28 de Agosto atendia mil pacientes por dia. Hoje atende 200 pacientes por dia. Fecharam a porta do 28 de Agosto e as pessoas são removidas para o Platão Araújo, João Lúcio e outras unidades que também enfrentam graves problemas.”
Intervenção nos primeiros 100 dias
Para ele, a situação exige medidas imediatas caso o grupo político volte ao comando do Executivo estadual.
“A saúde pública do Estado está numa situação desesperadora e terá que sofrer uma ação de intervenção imediata e urgente nos primeiros 100 dias para acabar com a fila de cirurgias.”
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Ao concluir, o parlamentar voltou a afirmar que a saúde será prioridade absoluta, pois “está desgastada, destruída e desmontada”.
A reportagem entrou em contato com o ex-governador Wilson Lima para solicitar um posicionamento sobre as declarações, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.





