Boulos defende equilíbrio das contas sem cortes em programas sociais

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta quinta-feira (29/10) quem defende que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça um ajuste fiscal com cortes em políticas sociais. Em entrevista à Jovem Pan ele afirmou que a eleição rejeitou a proposta de ajuste fiscal baseada em cortes de gastos sociais.
“Existem duas formas de ajustar as contas: uma é cortando no andar de cima, em privilégios; a outra é cortando no lombo do trabalhador. A que foi vitoriosa nas urnas foi não cortar no lombo do trabalhador”, declarou.
Segundo ele, eventuais medidas do governo Lula não devem reduzir direitos dos trabalhadores nem serviços essenciais.
Boulos defendeu que o ajuste seja feito com a redução de emendas parlamentares e de benefícios fiscais. Ele também criticou o que classificou como desigualdade no sistema tributário brasileiro: “Quem paga mais imposto é o trabalhador de classe média. Super-ricos, bilionários, pagam proporcionalmente pouco”.
Na avaliação do ministro, a comparação com os sistemas tributários dos Estados Unidos e de países da OCDE ajuda a evidenciar essa diferença.
Em publicação nas redes sociais, afirmou que essa posição ignora o resultado das eleições.
“Quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição”, escreveu Boulos.

Na mesma publicação, o ministro chamou Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, de “candidato da Faria Lima” e mencionou sua ida aos Estados Unidos. “A agenda econômica do Brasil será a que venceu as eleições, não a que perdeu!”, declarou. A frase expressa a avaliação política de Boulos sobre o resultado eleitoral.
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Boulos defende ajuste sem cortes sociais
Na quarta-feira (28), em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, Boulos afirmou que o equilíbrio das contas públicas pode ser buscado sem reduzir direitos e serviços essenciais. Como alternativas, mencionou a revisão de emendas parlamentares e de benefícios fiscais.
O chamado “tesouraço” foi relacionado, durante a campanha, a estudos da equipe econômica de Flávio Bolsonaro para reduzir despesas. A campanha do então candidato, porém, negou que pretendesse cortar programas como o Bolsa Família. Por isso, é mais preciso atribuir a Boulos a avaliação de que a proposta foi rejeitada nas urnas, sem apresentar como confirmado que Flávio defendia cortes diretos nesses benefícios.





