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David Almeida chama Operação Erga Omnis de “nota de 300” e diz que vai defender assessora

Recentemente, uma servidora do gabinete do prefeito foi alvo de operação da Polícia Civil do Amazonas que apura a suposta atuação do “núcleo político” do Comando Vermelho no estado
23/02/26 às 16:12h
David Almeida chama Operação Erga Omnis de “nota de 300” e diz que vai defender assessora

Foto: Onda Digital

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), reagiu com críticas à Operação Erga Omnis, que resultou na prisão da chefe de seu gabinete, Anabela Freitas, na última sexta-feira (20/2). Em declaração pública nesta segunda-feira (23/2) durante evento no qual anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas, ele questionou a efetividade da ação policial, afirmando que a operação “é tão autêntica quanto uma nota de R$ 300” e alegando que não houve apreensão de drogas, dinheiro ou prisão de traficantes ligados ao Comando Vermelho.

O prefeito insinuou que a operação teria sido direcionada para atingir sua imagem política, sustentando que o foco deixou de ser o combate ao tráfico para se transformar em uma tentativa de desgastá-lo.

“Essa operação é tão autêntica quanto uma nota de 300. Vou te provar. Qual é o objetivo da operação? O tráfico de drogas, o chamado comando vermelho. Que operação é essa que não prendeu um traficante? Não apresentou um carro apreendido. Não apresentou um quilo de drogas. Não mostrou lá uma apreensão de dinheiro, como todas as outras”, declarou David.

A fala ocorreu após desdobramentos da ação, que gerou repercussão política e debates nos bastidores. Sem detalhar provas ou apresentar elementos técnicos, o prefeito questionou a motivação da operação e insinuou possível viés político.

Na ocasião, o prefeito saiu em defesa da servidora e chegou a afirmar que Anabela Freitas é inocente.

“Ele [delegado] foi para a casa de uma mulher que é servidora pública decente, honrada, aí, veja bem, olha as narrativas, não aprendeu nada, ele tem três investigadores para fazer uma investigação em sete estados os investigados, vocês falaram o nome dos traficantes? Alguém falou o nome dos traficantes?”, questionou.

A declaração provocou reações de aliados e opositores. Enquanto apoiadores defendem que a operação precisa ser esclarecida com transparência, críticos afirmam que a manifestação do prefeito pode tensionar a relação institucional com órgãos de investigação.

Até o momento, as autoridades responsáveis pela operação não se pronunciaram sobre as declarações. O caso deve seguir no centro do debate político local, o que amplia a discussão sobre a atuação dos órgãos de controle e os limites das investigações envolvendo agentes públicos.