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Brasil atinge menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos

Relatório da ONU aponta avanço histórico, mas alerta para desaceleração na queda das mortes
18/03/26 às 14:59h
Brasil atinge menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O Brasil registrou, em 2024, as menores taxas de mortalidade neonatal e de crianças menores de cinco anos das últimas três décadas, segundo o relatório “Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil”, divulgado pela Organização das Nações Unidas com dados do Unicef.

De acordo com o levantamento, a mortalidade neonatal, que abrange os primeiros 28 dias de vida, caiu de 25 mortes por mil nascidos vivos, em 1990, para 7 por mil em 2024. Já a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos recuou de 63 para 14,2 mortes por mil no mesmo período.

O avanço é atribuído a políticas públicas implementadas desde os anos 1990, como o fortalecimento da atenção básica, programas de saúde da família, ampliação da vacinação e incentivo à amamentação. “Milhares de crianças que não sobreviveriam hoje podem crescer e se desenvolver com saúde”, destacou Luciana Phebo.

Apesar dos resultados positivos, o relatório alerta para a desaceleração no ritmo de queda da mortalidade infantil. Entre 2000 e 2009, a redução anual era de 4,9%. Já entre 2010 e 2024, passou para 3,16% ao ano, tendência que também se repete em nível global.

No mundo, as mortes de crianças menores de cinco anos caíram mais da metade desde 2000, mas o ritmo de redução desacelerou mais de 60% desde 2015.


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O estudo também chama atenção para a mortalidade entre jovens. No Brasil, a violência foi responsável por 49% das mortes de meninos de 15 a 19 anos em 2024. Entre meninas da mesma faixa etária, predominam as doenças não transmissíveis, seguidas por doenças infecciosas, violência e suicídio.

O relatório reforça que os investimentos em saúde infantil continuam sendo essenciais. Segundo o Unicef, cada dólar aplicado na sobrevivência infantil pode gerar até 20 dólares em benefícios sociais e econômicos, o que evidencia a importância de ampliar políticas públicas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

*Com informações da Agência Brasil.

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