Brasil entra em alerta máximo após avanço do sarampo nas Américas

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O Brasil está em alerta máximo diante do aumento dos casos de sarampo nas Américas em 2026. Segundo o Ministério da Saúde, o crescimento acelerado da doença em países vizinhos acendeu o sinal de atenção, embora o país ainda mantenha o status de área livre de transmissão sustentada.
De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, o governo tem intensificado ações de prevenção e controle, com foco na ampliação da cobertura vacinal e no monitoramento de casos suspeitos. “A vacina é a principal forma de prevenção, e precisamos manter altos índices de imunização para preservar a certificação”, afirmou.
Dados recentes mostram que, em 2025, foram registrados 14.891 casos de sarampo em 14 países das Américas, com 29 mortes. Em 2026, até 5 de março, já são 7.145 infecções confirmadas, quase metade do total do ano anterior em apenas dois meses.
No Brasil, o primeiro caso deste ano foi confirmado em uma bebê de 6 meses, em São Paulo, que contraiu a doença durante viagem à Bolívia, país que enfrenta surto. Em 2025, o país registrou 38 casos.
Apesar do cenário internacional, autoridades reforçam que não há risco imediato de perda do certificado de eliminação do sarampo, reconquistado em 2024, já que não há transmissão contínua dentro do território nacional.
O Ministério da Saúde também tem reforçado campanhas de vacinação, especialmente em regiões de fronteira, e orienta que todas as pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante de duas doses procurem se imunizar. O calendário do SUS prevê a aplicação da vacina aos 12 e 15 meses de idade.
Vigilância e resposta rápida
O país mantém um sistema rigoroso de vigilância epidemiológica. Casos suspeitos são investigados imediatamente, com adoção do chamado “bloqueio vacinal”, que inclui a imunização de pessoas que tiveram contato com o possível infectado e moradores do entorno.
Além disso, equipes de saúde realizam busca ativa por novos casos e monitoram pacientes e comunidades por até três meses após a confirmação.
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Risco com viagens internacionais
A preocupação das autoridades também envolve o aumento do fluxo de viajantes. Países como Estados Unidos, México e Canadá, que enfrentam alta de casos, devem receber grandes eventos internacionais, o que pode facilitar a disseminação do vírus.
Diante disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária intensificou alertas em aeroportos e portos sobre a importância da vacinação.
Especialistas reforçam que manter altas coberturas vacinais é essencial, especialmente em regiões com grande circulação de turistas, como a Amazônia, o litoral e áreas de fronteira, para evitar a reintrodução da doença no país.
Com informações da Agência Brasil.





