O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou na quinta-feira (3/4) o “gold card” a jornalistas a bordo do avião presidencial, o Air Force One. Anunciado em fevereiro, o cartão dará cidadania americana ao portador, pelo preço de US$ 5 milhões (cerca de R$ 28 milhões).
Ele disse aos jornalistas:
“Cinco milhões. Por US$ 5 milhões, isso pode ser seu. Foi o primeiro dos cards. Você sabe o que é esse card? É o Gold Card, o Trump Card”.
Ao ser perguntado quem seria o primeiro comprador, o republicano afirmou que ele mesmo e disse não saber quem seria o segundo, mas que o cartão “sairá em menos de duas semanas”.
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A diferença entre o green card e o gold card
O green card é o documento americano de residência permanente. Trata-se de um visto permanente de imigração concedido pelas autoridades americanas que, diferentemente de outros tipos de vistos — como os de não imigrante, usados por pessoas que viajam a turismo, trabalho temporário ou estudo, por exemplo —, não traz restrições ao dono.
A pessoa que tem um green card tem todos os direitos de um cidadão nascido nos Estados Unidos, além de poder, sair e entrar no país sem limitações.
O gold card, afirmou Trump, terá todos os direitos de um green card. A diferença é que é pago, e poderá ser comprado por US$ 5 milhões.
Segundo o secretário de Comércio Howard Lutnick, o novo cartão busca substituir o programa de visto de investidor imigrante EB-5 do governo, que permite que investidores de outros países injetem dinheiro em projetos nos EUA e, então, solicitem vistos para imigrar para o país.
Criado pelo Congresso em 1992, o programa EB-5 atualmente concede green cards a imigrantes que fizerem um investimento mínimo de pelo menos US$ 1,05 milhão, ou US$ 800 mil em zonas economicamente desfavorecidas, para criar empregos para trabalhadores americanos. Especialistas em legislação de imigração dizem que encerrar o programa EB-5 ou alterá-lo significativamente necessitaria não só de aprovação presidencial, mas também da do Congresso.
*Com informações de CNN Brasil