Primeiro-ministro da Groenlândia diz que país deve se preparar para possível invasão dos EUA

Primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, durante coletiva de imprensa
(Foto: JONATHAN NACKSTRAND/AFP).
Em pronunciamento nesta terça (20/1), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu à população da ilha que comece a se preparar para uma possível invasão militar dos Estados Unidos no território.
A declaração foi feita hoje em uma coletiva de imprensa na capital Nuuk, segundo a agência de notícias Bloomberg. Nielsen que é “improvável que haja um conflito militar”, mas não pode descartar a opção.
Também nesta terça, dois funcionários do Pentágono falaram sob condição de anonimato ao jornal The New York Times e disseram que não há planos imediatos para uma invasão americana à Groenlândia.
Ontem, ao ser perguntado em uma entrevista à NBC, se usaria a força para assumir o controle da ilha, Trump respondeu: “Sem comentários”.
Algumas horas depois, Trump postou na rede Truth Social imagem criada por IA que mostra ele cravando a bandeira americana no território. Ele também afirmou em postagem que o plano de de adquirir a Groenlândia não tem retorno. Ele escreveu:
“Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás–nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta”.
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Entenda a questão: EUA e Groenlândia
A Groenlândia é um território autônomo, porém, pertencente ao reino da Dinamarca. Sua política externa e a defesa do território são responsabilidade dinamarquesa.
A ilha abriga, desde 1951, a Base Aérea de Thule, a instalação militar americana mais ao norte do planeta. O local é considerado peça-chave para sistemas de monitoramento, defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo no hemisfério norte.
Além da localização estratégica, a Groenlândia também concentra reservas de minerais críticos usados na indústria tecnológica, em equipamentos militares, turbinas de energia e eletrônicos, o que também ajuda a explicar o interesse de Trump.
A Groenlândia é membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e as ameaças americanas colocam pressão sobre a organização.
*Com informações de UOL






