
Prefeito de Chicago desafia Trump e proíbe polícia de colaborar com intervenção federal
O prefeito de Chicago, Brandon Johnson, assinou no sábado (30/8) uma ordem executiva proibindo a polícia municipal de colaborar com autoridades federais, em meio à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de promover uma intervenção federal na cidade, assim como fez em Washington.
O decreto de Johnson, que é democrata, partido contrário ao republicano de Trump, impede a colaboração no caso de fiscalização civil da imigração ou quaisquer patrulhas relacionadas, paradas de trânsito e postos de controle.
Em coletiva de imprensa, Johnson afirmou:
“Eu não recebo ordens do governo federal”.
Ele também não mediu palavras ao se referir a Trump:
“Ele é imprudente e descontrolado. Ele é a maior ameaça à nossa democracia que já enfrentamos na história do nosso país”.
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Entenda o caso: Governo federal intervindo em cidades
Em agosto, Trump colocou em vigor uma medida de intervenção federal sobre a polícia de Washington, com o objetivo, segundo a Casa Branca, de combater a criminalidade. A intervenção tem duração prevista de 30 dias.
À época, Trump disse:
“Vou tornar a nossa capital mais segura e mais bonita. Os sem-teto têm de sair imediatamente. Vamos dar acomodação para ficarem, mas longe da capital. Os criminosos não precisam se mudar. Vamos colocá-los todos na cadeia, onde pertencem”.
Desde então, declarações do presidente indicam que ele poderia ordenar o mesmo em outras capitais, notadamente administradas por prefeitos democratas. Na rede Truth Social, Trump postou o seguinte sobre a situação de Chicago:
“Seis pessoas foram mortas e 24 foram baleadas em Chicago no último fim de semana, e JB Pritzker, o fraco e patético governador de Illinois, acabou de dizer que não precisa de ajuda para prevenir o crime. Ele é louco!!! É melhor ele resolver isso, rápido, ou vamos acabar com isso!”.
*Com informações de UOL.
