Perito aponta falha na autópsia e não exclui Covid na morte de Maradona

O perito oficial Pablo Ferrari afirmou, nesta terça-feira (22/9), que Diego Armando Maradona sofreu uma morte súbita e que não é possível descartar a Covid-19 como possível causa do óbito. A declaração foi dada durante o julgamento que apura a responsabilidade de profissionais de saúde pela morte do ex-jogador argentino.
Ferrari, que atua como médico-legista, pediatra e perito da Justiça, considerou um “erro metodológico” a ausência de um teste para detectar o coronavírus durante a autópsia. Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, durante a pandemia, enquanto recebia atendimento domiciliar em uma casa nos arredores de Buenos Aires.
“Não podemos descartar que tenha morrido de Covid”, declarou o especialista.
Segundo ele, o coronavírus poderia apresentar evolução rápida e causar a morte de um paciente em poucas horas, especialmente em pessoas com condições de saúde preexistentes.
O perito ressaltou, porém, que a infecção não foi comprovada. A hipótese foi levantada porque não houve exame capaz de confirmar ou excluir a presença do vírus no organismo do ex-jogador.
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O depoimento também contrariou a avaliação de outros especialistas ouvidos no processo. Enquanto peritos sustentaram que Maradona teria enfrentado uma agonia de até 12 horas, Ferrari declarou que esse período teria durado apenas alguns minutos.
O especialista participou de uma perícia realizada a pedido da defesa do neurocirurgião Leopoldo Luque, apontado no processo como o médico responsável pela saúde de Maradona. Ferrari é o único perito oficial a sustentar no julgamento a tese de que a morte ocorreu de maneira repentina.
Sete profissionais de saúde são julgados por suposta responsabilidade na morte do ídolo argentino. O novo julgamento começou em abril de 2026, após a anulação do processo anterior, e busca determinar se houve negligência no atendimento domiciliar prestado a Maradona.





