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Nobel da Paz pede ao papa Leão XIV apoio à libertação de presos políticos

Encontro ocorre uma semana após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA
12/01/26 às 14:03h
Nobel da Paz pede ao papa Leão XIV apoio à libertação de presos políticos

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Em visita à Santa Sé nesta segunda-feira (12/1), a vencedora do Nobel da Paz e principal líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi recebida pelo papa Leão XIV, no Vaticano. De acordo com o grupo político ao qual a oposicionista pertence, o encontro teve como foco a situação política do país e os pedidos pela libertação de presos mantidos pelo regime chavista.

Segundo a organização, Corina solicitou ao pontífice apoio para a libertação de mais de mil presos políticos e para o avanço contínuo do processo de transição democrática na Venezuela. A líder também destacou a necessidade de atenção internacional para a crise humanitária e institucional enfrentada pela população.

Após a audiência, María Corina Machado falou sobre a importância do encontro com o líder da Igreja Católica.

“Hoje tive a bênção e a honra de poder compartilhar com Sua Santidade e expressar nossa gratidão por sua atenção ao que está acontecendo em nosso país. Também lhe transmiti a força do povo venezuelano, que permanece firme e em oração pela liberdade da Venezuela, e pedi que interceda por todos os venezuelanos que permanecem sequestrados e desaparecidos”, disse Machado.


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A reunião ocorre uma semana depois da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos. O casal foi levado a Nova York para julgamento. Maduro é acusado de comandar, por mais de duas décadas, uma rede criminosa dentro do Estado venezuelano voltada ao envio de cocaína para os EUA.

Para Corina, a libertação dos opositores presos pelo governo representa um passo fundamental rumo à reconstrução do país. Na avaliação da líder, a soltura dos detidos por se manifestarem contra o regime “é o início da liberdade” na Venezuela. Ela e seus aliados também cobram “respeito irrestrito aos direitos humanos, cessação imediata da perseguição política, fechamento de centros de tortura e a liberdade de mais 900 presos políticos”.

O encontro no Vaticano também foi celebrado pelo diplomata Edmundo Gonzaléz, que disputou as eleições presidenciais contra Nicolás Maduro. Ele afirmou que o diálogo entre o papa e Corina tem forte simbolismo para os venezuelanos.

*Com informações do Metrópoles