Ministro das Relações Exteriores da Venezuela pede reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU

Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto falou em nome do governo Maduro, neste sábado
O Governo da Venezuela solicitou na manhã deste sábado (3/1) uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para condenar a ação das Forças de Segurança dos Estados Unidos que atacaram Caracas e mais três regiões do País e supostamente capturaram o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cília Flores.
O pedido foi feito pelo Ministro das Relações Exteriores do governo venezuelano, Yván Gil Pinto. O conselho de Segurança da ONU é formado por cinco países permanentes, EUA, Russia, China, França e Inglaterra, e outros 30 rotativos. Só os cinco membros permanentes têm direito a vetos para uma eventual declaração condenando os ataques deste sábado. Rússia e China certamente, numa eventual reunião, vão pedir a condenação dos ataques.
Em comunicado atribuído a Maduro e divulgado ainda na madrugada, quando os primeiros ataques de caças norte-americanos atingiram alvos militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira, o governo venezuelano afirma que a ação militar constitui uma “violação flagrante da Carta das Nações Unidas”, citando o desrespeito à soberania e a proibição do uso da força.
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Destino de Maduro é desconhecido
Enquanto o presidente americano Donald Trump confirmou numa rede social que Nicolas Maduro foi retirado do País em uma ação conjunta com a Polícia dos EUA, a vice-presidente do regime venezuelano, Delcy Rodriguez, declarou que o governo local desconhece o paradeiro atual do líder.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, anunciou Trump numa rede social.






