Nesta quinta (13/2), a Honda e a Nissan cancelaram as negociações para uma fusão entre as empresas. Elas abandonaram uma união de mais de US$ 60 bilhões que teria criado a terceira maior montadora de veículos do mundo.
Um memorando de entendimento (MOU) havia sido assinado em dezembro de 2024, considerando a integração das duas companhias.
Depois do período de negociações, Honda e Nissan disseram em nota que o acordo foi revogado depois da decisão das marcas de “priorizar a rapidez na tomada de decisões e na execução de medidas de gestão em um ambiente de mercado cada vez mais volátil”.
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A fusão
As montadoras abriram as conversas para ganharem tração em pesquisa, desenvolvimento e distribuição em um setor que enfrenta crescente competição chinesa e de outros fabricantes de carros eletrificados.
Como a Honda tem valor de mercado de cerca de US$ 51,9 bilhões, mais de cinco vezes maior do que a Nissan, a empresa nomearia grande parte dos executivos, incluindo o CEO do novo grupo, enquanto a Nissan seria uma subsidiária — o que desagradou à empresa.
Além disso, a Nissan está no meio de um plano de recuperação em que pretende demitir 9 mil funcionários e reduzir 20% sua capacidade global.
A fusão também foi atrapalhada pelas recentes tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que atuariam de forma desigual sobre as empresas. No México, por exemplo, as taxas seriam mais dolorosas para a Nissan do que para a Honda, segundo especialistas.
E a situação das empresas no Brasil?
Em 2024, o SUV da Nissan, o Kicks fechou o ano entre os 10 carros mais vendidos, com 60.437 unidades comercializadas.
Enquanto isso, Versa, Sentra e Frontier não tiveram um desempenho tão bom no ranking geral de vendas.
Segundo Cássio Pagliarini, diretor de estratégia da Bright Consulting:
“Apesar de vender poucas unidades dos modelos citados aqui no mercado brasileiro, o fato de a Nissan produzir em fábricas brasileiras para exportar para países vizinhos, pode fortalecer as instalações brasileiras. É difícil a Nissan falir”.
Com informações de G1.