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Verão amazônico: veterinário faz alerta para impactos do calor extremo em cães e gatos

Verão amazônico: veterinário faz alerta para impactos do calor extremo em cães e gatos

O médico veterinário Gustavo Castro explicou os principais riscos e como proteger seu bichinho

Com a chegada do verão amazônico, Manaus enfrenta temperaturas elevadas, e os animais de estimação também sofrem com os efeitos do calor intenso. Diante desse cenário, é importante que o tutor entenda os riscos e se prepare para manter o bem-estar de seus bichinhos.

Em entrevista à Rede Onda Digital, o médico veterinário Gustavo Castro, especialista em cardiologia veterinária, explicou os principais riscos e como os tutores podem proteger cães e gatos nesse período.

Sinais de que o pet pode estar sofrendo com o calor

Segundo o especialista, os tutores devem ficar atentos a sinais de alerta como respiração ofegante intensa, salivação excessiva, apatia, dificuldade para se movimentar, mucosas avermelhadas, tremores e até desmaios ou convulsões.

“Cães e gatos não suam como nós, por isso o corpo deles esquenta muito mais rápido e os sintomas aparecem de forma abrupta”, explicou Castro.

Como proteger os animais dentro de casa

Para quem passa o dia fora, é essencial criar condições adequadas no ambiente. O veterinário recomenda água fresca em abundância, locais ventilados com ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado, além de espaços sombreados e pisos frios.

Outra estratégia é oferecer brinquedos congelados e petiscos refrescantes, como frutas seguras para cães. O especialista alerta que deixar os pets em locais fechados e sem circulação de ar aumenta drasticamente o risco de superaquecimento.

Gato, pet, calor, verão
(Foto: reprodução)

Saiba mais:


Raças mais vulneráveis ao calor amazônico

O calor afeta todos os animais, mas alguns sofrem mais. De acordo com o veterinário, os cães braquicefálicos, como Pug, Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Shih-tzu e Pequinês, são os mais vulneráveis devido às vias aéreas curtas.

Cães de pelagem densa, como Husky Siberiano e Chow Chow, além de animais obesos ou idosos, também apresentam maior dificuldade em regular a temperatura corporal.

Insolação e intermação em pets

Castro reforça que cães e gatos podem sofrer tanto insolação quanto intermação. A insolação ocorre por exposição direta ao sol, enquanto a intermação é consequência do esforço físico em ambientes quentes e úmidos — uma condição comum em Manaus.

“Ambas são emergências e podem levar à morte”, alerta o veterinário.

Para prevenir, é essencial não deixar o animal dentro de carros, evitar exercícios em horários de sol forte, manter sempre água fresca e sombra, escovar os pelos regularmente e oferecer locais arejados para descanso.

Passeios em horários seguros

Sobre a rotina de caminhadas, Castro explicou: “O ideal é evitar totalmente passeios entre 10h e 16h”. Nesse período, o asfalto pode causar queimaduras nas patas e o risco de hipertermia é alto.

Cachorro passeando
(Foto: Reprodução)

O mais seguro é passear no início da manhã ou no fim da tarde. Uma dica prática do veterinário:

“Se o tutor não conseguir manter a palma da mão no chão por cinco segundos, o asfalto também não está seguro para o pet”.